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Saúde

Preço das canetas para perder peso ainda é um obstáculo para o público

Alto custo das canetas emagrecedoras dificulta acesso e favorece uso sem controle

Preço das canetas para perder peso ainda é um obstáculo para o público
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Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

Última atualização

O aumento da procura das chamadas canetas emagrecedoras tem colocado luz sobre um obstáculo ainda central: o preço dos produtos.

Segundo médicos, o alto custo dificulta o acesso de pacientes que, de fato, têm indicação clínica, como obesidade e distúrbios metabólicos, e ajuda a empurrar parte da demanda para versões clandestinas, manipuladas ou importadas sem controle sanitário.

Dados do relatório “Agonistas injetáveis de GLP-1”, da Close-Up International, mostram que o avanço da categoria ocorreu em ritmo acelerado.

A Close-Up aponta, porém, que ainda se trata de um tratamento caro — especialmente para populações de menor poder aquisitivo. A entrada de similares nacionais, em especial de liraglutida, começou a democratizar o acesso, movimento que tende a se ampliar com a perda de patente da semaglutida.

A endocrinologista Rafaela Norbim destacou que o custo elevado ainda é uma barreira importante, já que esses medicamentos, em geral, não são cobertos pelos planos de saúde nem pelo sistema público. “No Estado, a liraglutida é disponibilizada pela Secretaria de Saúde em situações específicas, mediante solicitação médica e avaliação técnica, mas o acesso não é universal”.

Ela reforça que o crescimento do mercado ilegal de medicamentos importados ou manipulados sem controle aumenta os riscos, incluindo o uso de doses inadequadas, falta de padronização, contaminação e incerteza sobre a composição do produto.

Para a endocrinologista Maria Amélia Sobreira Gomes Julião, o custo hoje impulsiona um mercado ilegal e sem fiscalização, que não para de crescer.

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