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Agressor de cadela em Olinda tem preventiva convertida em prisão domiciliar

Clebson Tavares sorriu na delegacia; ele é suspeito de matar outro animal afogado e descumprir medida judicial

Agressor de cadela em Olinda tem preventiva convertida em prisão domiciliar
- Clebson Tavares dos Santos
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Matéria atualizada com inclusão de vídeo original 



O homem que aparece em vídeo espancando uma cadela para intimidar a ex-companheira passou por audiência de custódia neste sábado (24) no plantão da Central Especializada das Garantias de Olinda, Região Metropolitana do Recife. Ele teve a prisão em preventiva convertida em domiciliar, com monitoramento eletrônico, em virtude de deficiência física nas pernas.

Clebson Tavares dos Santos, de 30 anos, foi preso nesta última sexta-feira (23) ao se apresentar na Delegacia do Varadouro, em Olinda. Ele achava que prestaria um depoimento sobre os maus-tratos aos animais, mas acabou algemado por descumprir uma medida protetiva que o proibia de se aproximar ou ameaçar a ex-mulher.


O sorriso no corredor


Ao chegar à unidade policial acompanhado pelo advogado, Clebson manteve uma expressão inesperada. Enquanto era conduzido pelos agentes para os procedimentos de rotina, ele sorriu várias vezes diante das câmeras. O comportamento chamou a atenção de quem acompanhava a movimentação no corredores. (Veja a matéria completa de Carlos Simões no Brasil Urgente abaixo)


Vingança contra a ex



A prisão, no entanto, é fruto de uma violência que vai além dos animais. Segundo o delegado Roberto Geraldo, Clebson usava o sofrimento dos bichos para atingir a ex-companheira, que preferiu não se identificar ao ser entrevistada. Não foi a primeira vez. 


Além da cadela, que aparece sendo agredida em vídeo enviado à TV Tribuna, ele é investigado por matar um filhote afogado. “Ele dizia que, se eu me metesse para salvar o cachorro, faria o mesmo comigo”, relatou a vítima, que deu entrevistas de costas, por não querer mostrar o rosto. 


Ameaças pelo Instagram



Mesmo com uma medida protetiva em vigor desde novembro de 2025, Clebson teria enviado ameaças à ex-mulher e à sua família por meio das redes sociais. Segundo o delegado, uma das mensagens dizia: “vai morrer todo mundo”.

Com base nessas evidências de descumprimento judicial, o delegado deu voz de prisão imediata. “Estávamos em sua busca incessante e hoje conseguimos efetuar a prisão”, explicou o delegado.


Alívio para a família

Para a mulher, que decidiu terminar o relacionamento em dezembro após meses de agressividade, a prisão trouxe um fôlego de segurança. Ela desabafou antes de saber do resultado da audiência de custódia. Clebson é pessoa com deficiência física e utiliza muletas para locomoção, devido à ausência da perna direita.

“Graças a Deus vou ter um pouco mais de tranquilidade, tanto eu quanto meu filho”, desabafou. 


Medo e contradição



A defesa de Clebson, feita pelo advogado William Melo, sustentou que ele demorou a se apresentar por “temer pela própria integridade física”, devido às ameaças que recebeu nas redes sociais após a repercussão do vídeo.


A justificativa do suspeito soou irônica diante do seu histórico de violência: enquanto a família da ex-companheira vivia sob o terror de mensagens como “vai morrer todo mundo”, e os animais eram agredidos, o opressor alega ser oprimido.


Sobre o descumprimento da medida protetiva no último dia 19, contudo, ele negou o contato e inverteu a acusação. Segundo o advogado, Clebson afirmou que a vítima é quem teria ligado para o ameaçar. 


Confissão e “falta de lucidez”



Quanto aos crimes contra os animais, Clebson admitiu ter espancado a cadela da ex, mas negou a morte do filhote e da agressão a outro cão chamado Barão. O advogado afirmou que o cliente agiu em um momento de “falta de lucidez” e demonstrou “arrependimento”.


Apesar do semblante sorridente registrado nos corredores da delegacia, a defesa insiste que ele está disposto a colaborar com a Justiça para “pagar o que porventura venha a ter descumprido”.


Veja a matéria completa exibida no Brasil Urgente, comandado por Moab Augusto, no link abaixo



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