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Economia

GWM diz quais profissionais vai contratar para fábrica em Aracruz

Executivo afirma que avanço da eletrificação aumenta demanda por especialistas em eletrônica, softwares e sistemas de baterias

GWM diz quais profissionais vai contratar para fábrica em Aracruz
- Executivos da GWM e autoridades na cerimônia de lançamento da fábrica em Aracruz: 9 mil empregos diretos
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Gustavo Andrade

Jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online, com foco na editoria de Economia e produção de reportagens especiais. Escolheu a profissão por sempre gostar de escrever, além da paixão por esportes e música. Possui experiência também com assessoria de imprensa e produção de vídeos.

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A cerimônia que marcou o lançamento da fábrica da GWM (Great Wall Motor), realizada nesta terça-feira (30), em Aracruz, no Norte do Estado, às margens da ES-257, consolidou a chegada da montadora ao Espírito Santo e a inserção do Estado na cadeia global da indústria automotiva.

Além de oficializar o empreendimento, executivos da GWM revelaram as primeiras informações sobre o perfil dos profissionais que serão necessários para a unidade, que irá abrir cerca de 9 mil empregos diretos.

À reportagem, o  diretor de Assuntos Institucionais da GWM, Ricardo Bastos, informou que a futura fábrica no Estado deverá abrir oportunidades para profissionais de diferentes níveis de qualificação, desde trabalhadores do chão de fábrica até engenheiros especializados em eletrônica e sistemas elétricos.

“Vamos precisar desde profissionais para o chão de fábrica, que atuarão em operações de montagem, controle de qualidade e processos produtivos, até pessoas altamente capacitadas para trabalhar com eletrônica, engenharia elétrica e sistemas de baterias de alta voltagem. A indústria automobilística mudou muito com os veículos eletrificados”, ressaltou.

Ricardo Bastos explica que, embora existam vagas para funções operacionais, a tendência é que a maior parte dos postos exija algum nível de capacitação técnica.

“Vamos buscar profissionais em universidades, escolas técnicas, Senai e também pessoas que tenham interesse em se qualificar. Precisaremos de gente preparada em diferentes áreas”, avisou, ao ressaltar que a automação substituiu parte das atividades mais pesadas da indústria, mas criou novas oportunidades ligadas à tecnologia.

“Operações como estampagem e soldagem são hoje amplamente automatizadas por robôs. Em compensação, aumentou muito a necessidade de profissionais para montagem de componentes eletrônicos, controle de qualidade e integração de sistemas.”

Ele observa que os veículos atuais concentram uma quantidade crescente de tecnologia embarcada: “Hoje um para-choque não é apenas uma peça de plástico. Ele reúne sensores, módulos eletrônicos e diversos sistemas. Retrovisores, bancos, teto solar, comandos por voz e funções controladas pelo celular exigem profissionais preparados para trabalhar com essa tecnologia.”



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