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Tribuna Folia ES

Tradição Serrana resgata a Revolta de Queimado na Série Ouro

Escola da Serra desfila na sexta (13) com enredo sobre resistência e liberdade

Tradição Serrana resgata a Revolta de Queimado na Série Ouro
- Tradição Serrana desfila no Carnaval 2026 com o enredo "A Cor da Liberdade é Preta", resgatando a Revolta de Queimado e a luta por justiça racial
Foto de perfil de Agnes Moreira

Agnes Moreira

Agnes Moreira Corrêa é estudante de Jornalismo na Faesa, com experiência em assessoria de comunicação, redação, rádio e TV. Atuou na Iá Comunicação, no Portal Espírito Santo Hoje e na TV Vitória, desenvolvendo pautas, matérias e conteúdos multiplataforma. Comunicativa e proativa, busca ampliar seus conhecimentos tanto no jornalismo digital quanto no telejornalismo, unindo inovação e prática jornalística.

Última atualização


A Tradição Serrana é a 4ª escola a desfilar no Sambão do Povo, nesta sexta-feira (13), a partir das 22 horas, durante a programação da Série Ouro do Carnaval 2026. Fundada oficialmente em 1º de outubro de 2000, a escola nasceu da transformação do Bloco Tradição do Samba, em agremiação carnavalesca e consolidou-se como expressão cultural da Serra. 

Para o próximo carnaval, apresenta o enredo “A Cor da Liberdade é Preta – O Legado de Queimado”, que resgata a Revolta de Queimado, ocorrida em 1849 e liderada por Chico Prego. O desfile destaca o levante como símbolo da luta da população negra por liberdade e justiça.

A proposta também estabelece diálogo com o presente ao refletir sobre desigualdade racial e resistência cultural, reforçando o samba como instrumento de afirmação e memória coletiva.

Confira o enredo da Tradição Serrana 

“A Cor da Liberdade é Preta – O Legado de Queimado”

Eu sou a chama que arde no peito,

A memória viva do fogo que não se apaga.

Herdeiro da luta, justiça e respeito.

Sou Chico Prego, sou Queimados em pé,

Negro insurgente, de lança e de fé.

Fugi do cativeiro, queimei a senzala,

Levantei minha voz, fiz tremer a bala.

Do Espírito Santo ecoou meu clarim:

“Liberdade agora, é chegado o fim!”

E se pensam que a história passou,

Olha o gueto que nunca calou.

A favela resiste, no rap, no tambor,

No corpo que dança, no grito de amor.

Do tempo de senzala ao tempo das quebradas

Hoje, a favela samba com os pés fincados na terra

Entre estrelas e favelas, forjamos liberdade.

Porque o céu também é nosso.

Minha luta é presente, está viva, está aí

Na pele retinta que insiste em sorrir.

Eu sou revolta, sou povo, sou chão,

Sou negro, sou quilombo, sou revolução!

*Estagiária sob supervisão de Weslei Radavelli 


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