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Lucas Braathen chora após ouro nas Olimpíadas de Inverno: ‘nada é impossível’

Suíço filho de mãe brasileira passou a competir pelo Brasil em meados de 2024

Lucas Braathen chora após ouro nas Olimpíadas de Inverno: ‘nada é impossível’
- Lucas Pinheiro Braathen se emocionou ao subir no pódio
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Agência Folhapress

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Bastante emocionado após a conquista histórica da primeira medalha do Brasil em uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, Lucas Pinheiro Braathen, campeão do slalom gigante no esqui alpino em Milão Cortina, afirmou que espera que o feito possa inspirar uma nova geração de esportistas no país que ele escolheu adotar.

“Inexplicável. É totalmente inexplicável. Não tenho como botar palavras para as minhas sensações agora”, começou em entrevista ao SporTV o norueguês filho de mãe brasileira que passou a competir com as cores verde amarela em meados de 2024.

“Com todo mundo assistindo aí no Brasil, me acompanhando, torcendo por mim, provavelmente isso pode ser um ponto de inspiração para crianças da próxima geração, de que nada é impossível. Não importa onde você está, suas roupas, a cor da sua pele, O que importa é o que existe aqui dentro [apontando para o coração]. E eu esquio com meu coração”, emendou entre lágrimas o campeão olímpico.

Ele disse também que a disputa pelo pódio na prova do slalom gigante foi uma verdadeira “guerra”. Na corrida pelo primeiro lugar, o brasileiro deixou para trás o suíço Marco Odermatt, campeão olímpico em Pequim-2022 e um dos favoritos em Milão-Cortina, que terminou com a prata.

“Eu estava puxando, puxando, puxando. Sempre tentando achar a velocidade, achar o ‘flow’, para descer num ritmo bem rápido”, afirmou Braathen.

O esquiador explicou que é preciso se adaptar rapidamente às mudanças entre a primeira e a segunda descida, especialmente em relação à neve, que é “completamente diferente”, conforme os competidores vão passando.

“Achei o balanço. Estava esquiando com o coração. E quando você esquia do jeito que você é, tudo é possível”, afirmou o esquiador, que deixou de competir pela Noruega por conflitos com a federação local em relação à condução de sua carreira.

“A única coisa que importa pra mim é que eu continuo sendo quem eu sou. Eu sou o esquiador brasileiro que virou o campeão olímpico.”



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