
Nove atletas australianos foram presos na noite de sexta-feira, 20, no Rio de Janeiro. As credenciais que os atletas usavam foram reconhecidas como adulteradas para dar direito a lugares privilegiados na Arena Carioca 1 na semifinal do basquete masculino entre Sérvia e Austrália.
Segundo a Polícia Civil, Ashlee Ankudinoff e Melissa Hoskins do ciclismo, Ed Jenkins do rúgbi, Alec Potts e Ryan Tyack do tiro com arco, Olympia Aldersey, Fiona Albert e Lucy Stephan do remo, e Simon Orchard do hóquei sobre a grama foram autuados em flagrante por uso de documento falso. Cada atleta deverá pagar multa de R$ 10 mil.
Os passaportes dos australianos só serão liberados após o pagamento da multa, em cumprimento à decisão do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos. Um décimo atleta também foi levado pela polícia para prestar depoimento, mas ele estaria na condição de testemunha.
De acordo com o Comitê Olímpico Rio 2016, o incidente é “sem gravidade”. A organização entendeu que os atletas queriam apenas “apoiar seus companheiros de equipe”.
Em nota, a chefe do Comitê Olímpico da Austrália (AOC), Kitty Chiller, afirmou que “é importante saber se os atletas australianos definitivamente não falharam. Estou muito desapontada pelo que nossos atletas tiveram que passar”, atribuindo a culpa do incidente a terceiros.
O comitê australiano informou que vai providenciar o pagamento da multa e de todas as taxas legais exigidas. “O bem-estar dos atletas é a nossa principal preocupação e o AOC continuará a prestar todo o apoio necessário para os atletas e suas famílias”, diz nota. Uma investigação interna sobre o caso foi aberta pelo AOC.