O presidente Michel Temer declarou nesta quarta-feira (31), em sua primeira reunião ministerial após ser efetivado no cargo, que pretende deixar o Planalto “sob aplausos do povo brasileiro” e garantiu ainda que não aceitará a pecha de “golpista”.
“Golpista é quem está contra a Constituição. Nós não estamos propondo a ruptura constitucional. Agora, nós não vamos levar ofensa para casa. Agora que as situações se definiram e é preciso firmeza. Tentaram dizer que aqui no Brasil houve golpe. Agora falou, nós respondemos. Se não, eles tentarão desvalorizar”, bradou Temer.
O peemedebista ressaltou que sua tarefa no governo “não será fácil” e, dirigindo-se à sua equipe ministerial, cobrou afinco de seus chefes de Estado para recuperar a economia e a geração de empregos no País. “Queremos sair daqui com o aplauso do povo brasileiro”, disse.
“Evidentemente a interinidade sempre deixava uma certa preocupação de até onde podemos ir e até onde devemos ir. Inauguramos uma nova fase, uma fase com horizonte de 2 anos e 4 meses, que terão uma cobrança muito maior. Que façamos aquilo que temos alardeado, de colocar o Brasil nos trilhos”, afirmou o presidente efetivado.
O presidente ainda disse que durante o processo de impeachment não respondeu às acusações e foi de uma “discrição absoluta”, mas que agora não levará ofensa para casa. “As coisas se definiram, e é preciso muita firmeza”, afirmou.
Ele ainda disse que “no plano internacional tentaram muito e conseguiram dizer que no Brasil houve golpe”, e disse que não se pode tolerar essa informação. “Isso aqui não é brincadeira.”