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“Eu estou feliz”, diz bombeiro que ganhou novo rosto em transplante

Patrick Hardison antes e depois da cirurgia (Foto: Reprodução/internet) O bombeiro americano Patrick Hardison, de 42 anos, disse, nesta quarta-feira ...

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Patrick Hardison antes e depois da cirurgia (Foto: Reprodução/internet) Patrick Hardison antes e depois da cirurgia (Foto: Reprodução/internet)

O bombeiro americano Patrick Hardison, de 42 anos, disse, nesta quarta-feira (24), que se sente, pela primeira vez em 15 anos, como “um cara normal” e feliz. Ele deu a declaração ao fazer um balanço sobre a sua vida um ano após ter se submetido ao mais complexo transplante de rosto do mundo. O procedimento foi realizado em agosto de 2015 por uma equipe que contou com mais de 100 médicos, enfermeiros e assistentes técnicos.

Hardison precisou fazer a cirurgia depois que um prédio em chamas em Senatobia, no Mississippi, Estados Unidos, desabou sobre ele em 2011, alguns dias antes dos ataques de 11 de setembro.

Além da questão da aparência, ele disse que agora pode comer, ver, ouvir e respirar normalmente. O bombeiro já havia feito 71 cirurgias reconstrutivas antes do transplante. “Todos os dias eu tinha que acordar e buscar motivação para enfrentar o mundo”, disse. “Agora, eu não me preocupo com as pessoas apontando e olhando pra mim, ou crianças correndo e chorando. Eu estou feliz”.

Desde 2005, cerca de 40 cirurgias de transplante de rosto foram feitas pelo mundo, mas a de Hardison foi a primeira delas a incluir também o couro cabeludo e as pálpebras. O bombeiro não tem cicatrizes no rosto e, mesmo que sua feição se pareça com a antiga, algumas características são bem diferentes – seus olhos são menores e seu rosto é mais redondo, mas a cor do cabelo ainda é a mesma.

Divorciado e com cinco filhos, ele contou que alguns dos melhores momentos de sua vida ocorreram após a cirurgia com a família. Quatro de seus filhos participaram de uma entrevista coletiva desta quarta-feira.

Alison, filha de Hardison com 21 anos, disse que chorou após vê-lo pela primeira vez após a cirurgia. “Eu entrei no quarto e fiquei sem palavras”, disse. “Ele me deu um abraço e nossos rostos se tocaram. Suas bochechas estavam quentes, e isso era algo que não sentia há 14 anos”.

“Ele foi muito infeliz”, completou Alison Hardison. “Agora, está feliz consigo e feliz com a vida”.
Eduardo Rodriguez, presidente do departamento de cirurgia plástica do Centro Médico NYU Langone, responsável pela cirurgia, disse que o bombeiro não teve problemas de rejeição ao transplante, consequência dos medicamentos, da força dele e dos filhos. “Ele é um indivíduo notável”, disse.

O valor estimado para o complexo procedimento é de US$ 1 milhão, de acordo com a NYU, mas o hospital cobriu o custo de Hardison.

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