
O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, informou que pelo menos 120 pessoas morreram após o terremoto de 6,2 graus na escala Richter desta quarta-feira, 24. O terremoto atingiu a região central da Itália, principalmente o vilarejo de Amatrice.
Segundo a Defesa Civil do país, muitas pessoas ainda estão presas nos escombros e centenas estão desaparecidas. Em Accumoli, pelo menos 2,5 mil pessoas estão desabrigados, cerca de 2 mil são turistas.
Em entrevista coletiva, a chefe de emergência da Defesa Civil, Immacolata Postglione, informou que foram registradas 10 mortes em Arquata e 27 na área entre os vilarejos de Accumoli e Amatrice. Os dois vilarejos tiveram muitos danos, como centenas de casas destruídas.
O epicentro do terremoto ocorreu a pouca profundidade, perto da cidade de Norcia, a cerca de 170 quilômetros a noroeste de Roma. Os tremores também foram sentidos em Roma, Peruggia, Rimini e Napoli, por volta de 3h30 locais, cerca de 22h30 de terça pelo horário de Brasília. Seguindo ao terremoto principal, ocorreram mais de 50 tremores secundários com magnitude superior a 2 graus nas proximidades.
Equipes da Defesa Civil e do Exército italiano trabalham em missões de resgate em Amatrice em busca de sobreviventes. As missões contam com apoio do Corpo Florestal e de moradores.
No Twitter, o porta-voz de Renzi informou que o governo estava em contato com a agência de proteção civil para acompanhar a situação e agradeceu às equipes de resgate pelo trabalho realizado e disse que pretende visitar as áreas afetadas ainda nesta quarta.
Os feridos estão sendo transferidos para hospitais próximos como na cidade de Rieti L’Aquila, onde ocorreu um terremoto em 2009.