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Veja a lista dos estrangeiros mais amados e mais vaiados na Rio 2016

Na primeira Olimpíada da América do Sul, a torcida brasileira deixou clara sua sinceridade em relação aos atletas estrangeiros. Quando gostava de ...

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Na primeira Olimpíada da América do Sul, a torcida brasileira deixou clara sua sinceridade em relação aos atletas estrangeiros. Quando gostava de alguém, a torcida vibrava e praticamente adotava o competidor. Já quando não gostava, não perdia a oportunidade de mostrar descontentamento.

A seguir, conheça alguns dos estrangeiros que mexeram com o coração dos brasileiros ou que os torcedores gostariam de ver bem longe nesta Rio 2016. Teve espaço até para jornalista gringo!

OS MAIS AMADOS

1. Usain Bolt, o “raio” jamaicano

Bolt vence corrida com direito a sorriso e olhadinha para o lado. Foto: Reprodução/ Internet Bolt vence corrida com direito a sorriso e olhadinha para o lado. Foto: Reprodução/ Internet

Muito mais do que um atleta, Bolt é um showman. Simpatia em pessoa, o jamaicano já tinha vindo ao Rio de Janeiro em 2014 e 2015, onde participou do desafio mano a mano contra corredores brasileiros. Se naquela época ele já conquistou o coração dos cariocas, nesta Olimpíada ele conquistou o Brasil. A prova maior que o brasileiro o adotou foi quando Bolt abriu um largo sorriso na final dos 100 metros rasos com direito a memes nas redes sociais.

2. Simone Biles, humildade em pessoa

Simone Biles leva ouro no solo. Foto: Reprodução / internet. Simone Biles leva ouro no solo. Foto: Reprodução / internet.

A americana Simone Biles encantou o mundo na ginástica artística. Não é a toa que os brasileiros também caíram no charme da atleta, principalmente quando Biles reconheceu que a sua medalha de bronze deveria ter ido para a brasileira Flavia Saraiva, nosso xodó tupiniquim.

3. Michael Phelps, o maior da história

Michael Phelps ganhou cinco ouros no Rio e agradeceu à torcida. Foto: Reprodução/ Internet Michael Phelps ganhou cinco ouros no Rio e agradeceu à torcida. Foto: Reprodução/ Internet

O maior medalhista olímpico de todos os tempos, Phelps saiu com mais cinco medalhas de ouro conquistadas na Olimpíada do Rio 2016. Apontado por muitos como o maior atleta da história, o norte-americano deu um show de simpatia no Brasil, ao contrário de alguns de seus colegas de delegação. Já de volta aos EUA, fez questão de elogiar o Brasil. “Por melhor que seja estar em casa, eu já sinto saudades das belezas do Rio e da simpatia de sua população. Obrigado Rio, por hospedar os Jogos e nos fazer sentir tão bem-vindos!!!!”, publicou Phelps no Instagram.

4. Novak Djokovic, o Djoko

Djokovic chorou ao se despedir da Olimpíada no torneio de simples. Foto: Rio 2016 Djokovic chorou ao se despedir da Olimpíada no torneio de simples. Foto: Rio 2016

Bastou um duelo contra a Argentina no tênis para que o sérvio Novak Djokovic ganhasse a torcida brasileira. Gritos de “Eiro, eiro, Eiro, Djoko é brasileiro” e “Olha que maneiro, Djokovic é brasileiro”, pipocaram na torcida. E o amor foi mútuo. O sérvio adotou munhequeira verde e amarelas e a raqueteira com a frase “Boa Sorte”. Após a disputa, Djoko reconheceu que poucas vezes sentiu tanto apoio da torcida e chegou a chorar após a derrota por, segundo ele, por ter decepcionado os brasileiros.

5. Teresa Almeida ou simplesmente Bá

Torcida gritou "a Bá é melhor que o Neymar" para Teresa Almeida. Foto: Reprodução/ Internet Torcida gritou “a Bá é melhor que o Neymar” para Teresa Almeida. Foto: Reprodução/ Internet

“Ah, a Bá…”. A goleira de handebol de Angola foi a principal razão para que os brasileiros passassem a torcer pela seleção angolana na modalidade. Os gritos de “ão, ão, ão, Bá é paredão!” e “A Bá é melhor que o Neymar” foram constantes nas partidas que Teresa Almeida disputou. Excelente goleira, ela tem 1,70 m, pesa 98 kg, é bastante segura do seu corpo e casa no final do ano. Também já deixou bem claro que não se preocupa em emagrecer para entrar no vestido. A atleta contou que sua ligação com o Brasil é antiga e que ganhou o apelido de “Bá” por causa da novela brasileira “Sinhá Moça”. No folhetim, havia uma babá que se chamava Bá. Como ela era a única menina da família, colocaram esse apelido.

 

OS MAIS VAIADOS

1. Renaud Lavillenie, “o francês da prova da vara”

Renaud Lavillenie chorou ao ser vaiado no pódio. Foto: Reprodução/ Internet Renaud Lavillenie chorou ao ser vaiado no pódio. Foto: Reprodução/ Internet

Em uma disputa apertada com os norte-americanos da natação, Renaud Lavillenie conquistou o 1º lugar no ranking de atleta mais odiado pelos brasileiros na Olimpíada. Ao perder a disputa para o brasileiro Thiago Braz, ele reclamou da torcida local e comparou os brasileiros com os nazistas nos Jogos de Berlim. “Em 1936, a multidão estava contra Jesse Owens. Não vimos isso desde então. Temos que lidar com isso”, disse Lavillenie, medalhista de ouro em Londres 2012. O francês chegou a se desculpar pela comparação infeliz, mas manteve as críticas às vaias. As desculpas não foram suficientes. Ao subir ao pódio para receber a prata, Lavillenie foi novamente vaiado e chorou.

2. Lochte, Bentz, Conger e Feigen ou “os vândalos americanos”

Lochte Ryan Lochte foi duramente criticado até mesmo nos Estados Unidos. Foto: Reprodução/ Internet

Eles saíram da Vila Olimpíca e foram beber, passaram da conta e vandalizaram um posto de gasolina. Até aí o brasileiro seria capaz de perdoar. O problema foi quando os nadadores inventaram a mentira de que foram assaltados por policiais brasileiros. Após serem desmascarados por imagens de câmeras de segurança, a mentira ganhou repercussão internacional e gerou revolta entre os brasileiros. O Comitê Olímpico Americano e os atletas pediram desculpas.

3. Hope Solo e a zika

Brasileiro não gostou de brincadeira e vaiou muito a goleira Hope Solo. Foto: Reprodução/ Internet Brasileiro não gostou de brincadeira e vaiou muito a goleira Hope Solo. Foto: Reprodução/ Internet

A goleira da seleção norte-americana conseguiu o feito de ser odiada antes mesmo de os Jogos começarem. É que enquanto arrumava a mala para o Rio de Janeiro, postou uma foto com máscara contra mosquitos e um repelente, seguidas da mensagem: “Não vou dividir isso aqui! Arrume o seu! #ÀProvaDeZika #EstradaParaORio.” O resultado veio em todas as partidas da seleção norte-americana, onde se ouvia os gritos de “olê olê olê olá, zika zika” e de “ôôô zika!” , além de vaias constantes dirigidas à goleira.

4. Islam El Shehaby, o egípcio que se recusou a cumprimentar israelense

Islam El Shehaby (de azul) se recusou a apertar a mão de oponente. Foto: Reprodução/ Internet Islam El Shehaby (de azul) se recusou a apertar a mão de oponente. Foto: Reprodução/ Internet

Após ser derrotado por Or Sasson, atleta de Israel, o egípcio recusou-se a apertar a mão do adversário. Ao final do confronto, quando Sassom aproximou-se para cumprimentá-lo, El Shehaby recuou. A atitude foi imediatamente vaiada pelo público presente na Arena Carioca 2 e criticada pelo Comitê Olímpico Internacional.

5. David Segal, o jornalista do “New York Times” que criticou o biscoito Globo

David Seagel foi massacrado nas redes sociais. Foto: Reprodução/ Internet David Segal foi massacrado nas redes sociais. Foto: Reprodução/ Internet

Ele não é atleta, mas merece um lugar neste “pódio” dos mais odiados. Em um texto para o “New York Times”, o jornalista criticou não apenas um petisco, mas um dos itens que o cidadão do Rio de Janeiro considera como símbolo máximo de carioquice: os biscoitos Globo. As redes sociais se revoltaram e criaram a #somostodosbiscoitoglobo. Teve quem defendesse que o problema foi de contexto: o pacotinho foi feito para ser degustado junto com mate com limão, na beira da Praia do Arpoador, antes de aplaudir o pôr do sol.

Reportagem: Agência Brasil

 

 

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