
“Flavinha, Flavinha, Flavinha!”. Os gritos dos voluntários presentes nos treinos da ginástica artística sempre têm um alvo na seleção feminina: Flávia Saraiva. Com 1,34m de altura, a pequena ginasta se agiganta dentro do tablado, com piruetas perfeitas, e é a maior esperança de medalhas da equipe feminina do Brasil.
No treino de pódio — uma espécie de ensaio geral para a Olimpíada —, a medalhista de bronze no individual no Pan de Toronto/2015 foi o grande destaque, ontem, com ótimas apresentações, especialmente na trave de equilíbrio e no solo, aparelhos nos quais quase não errou.
Um bom prenúncio para a seleção. Isso porque as meninas competem no próximo domingo na fase classificatória, que vai definir oito equipes finalistas, além das 24 representantes nas finais do individual geral e as oito em cada aparelho. E a seleção brasileira conta muito com a ginasta de 16 anos.
Apesar de nunca ter ido a uma Olimpíada, a baixinha Flavinha se comporta como uma veterana em casa e explica o porquê em entrevista à reportagem de A Tribuna logo depois do treinamento da tarde de ontem.
A TRIBUNA — Já está parecendo uma veterana nos treinos…
FLÁVIA SARAIVA — (Risos) Eu gostei muito de todos os aparelhos que eu apresentei, sem exceção, acho que fui bem nas passadas que fiz e me senti muito confiante mesmo. Estou feliz.
> Como você consegue, tão nova, lidar com tanto assédio?
Eu não sei… Eu fico normal, acho que ser reconhecida nas ruas e ser chamada pelo nome é natural, porque é resultado do meu trabalho, então eu fico sempre muito tranquila.
> Qual a importância de ter uma atleta experiente, como a Daniele Hypolito, ao seu lado na equipe brasileira?
Tem uma importância muito grande porque elas já competiram, já sabem como é. Então, elas explicam o que a gente pode fazer, o que não pode. Isso ajuda muito.
Por Eduardo Fernandes
Confira a íntegra da reportagem do Jornal A Tribuna