O interrogatório da presidente afastada Dilma Rousseff no julgamento do impeachment deve terminar por volta das 23h desta segunda-feira (29). A previsão é do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do julgamento, ministro Ricardo Lewandowski, com base no ritmo da sessão.
Dilma já foi questionada por 19 senadores e ainda há perguntas de 31 inscritos. Cada senador tem direito a cinco minutos para os questionamentos, enquanto a presidente tem usado mais de cinco minutos para as respostas. Com isso, a estimativa é que sejam necessárias no mínimo mais seis horas para o interrogatório e mais uma hora de intervalo, previsto para ocorrer entre 18h e 19h.
Em suas respostas, Dilma tem se esforçado para desmontar a tese da acusação de que ela tenha praticado uma forma de “estelionato eleitoral” em 2014, quando teria ocultado a verdadeira situação das contas públicas durante a campanha eleitoral para ganhar votos.
Gráficos
A presidenta apresentou gráficos e dados que demonstram que a crise econômica mundial se deteriorou a partir de outubro de 2014, piorando ainda mais em janeiro de 2015. Segundo ela, o preço do petróleo caiu e o dólar subiu em relação a todas as moedas do mundo, o que provocou impacto também sobre o real.
Ainda de acordo com a presidenta, não era possível ao governo prever esse agravamento. “Eu não menti no processo eleitoral”, garantiu Dilma ao senador Magno Malta (PR-ES). “Ninguém sabia que teríamos uma queda de mais de US$ 40 (no barril de petróleo) nesse processo iniciado em outubro, durante a eleição, mas que fica intenso no início de 2015. Nós não controlamos, nem nós nem ninguém controla, a política do Banco Central americano, nem do governo americano”, completou.