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Obra vai evitar esgoto de 45 mil imóveis no Rio Doce

Engenheiro Welder Hintz e biólogo Carlos Carnelli observam o córrego São Silvano. Foto: Nilo Tardin / AT. O renascimento do Rio Doce após o desastre ...

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Engenheiro Welder Hintz e biólogo Carlos Carnelli observam o córrego São Silvano. Foto: Nilo Tardin / AT. Engenheiro Welder Hintz e biólogo Carlos Carnelli observam o córrego São Silvano. Foto: Nilo Tardin / AT.

O renascimento do Rio Doce após o desastre da lama de minério ganhou o reforço de uma obra de despoluição capaz de evitar que o esgoto de 45 mil residências seja lançado sem tratamento no seu leito, em Colatina, no Noroeste capixaba.

A expectativa da prefeitura é que 84.500 moradores de 54 bairros sejam beneficiados a partir de julho de 2018. Atualmente, todo o esgoto é lançado direto sem tratamento no rio, segundo Antônio Francisco Arrigoni, diretor do programa ambiental de saneamento.

“Queremos também tirar esgotos dos córregos e afluentes que banham a cidade. Em 2018, o Rio Doce em Colatina estará 100% limpo na nossa região”, garantiu.

As ligações das casas à tubulação de interceptores de esgotos serão realizadas de graça, conforme anúncio feito pelo Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear).

Arrigoni lembra que os números do serviço em andamento nas ruas da cidade são astronômicos, a começar pelo valor do investimento: R$ 70 milhões, a maior parte de recursos internacionais do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do governo Federal.

Mais de 28 quilômetros de canos na faixa de 600 milímetros serão implantados ao norte e sul do município. Os tubos gigantes irão receber 15 milhões de litros de dejetos domésticos, o equivalente a 15 mil caixas d’água de mil litros cheias até a boca diariamente, prevê o engenheiro civil Welder Hintz, do Sanear.

Já o engenheiro mecânico Douglas Depré detalha que os resíduos coletados serão despejados em 14 elevatórias distribuídas em pontos estratégicos do município, depois conduzidos através de bombas potentes até a estação a 6 km do centro do município.

A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) custará R$ 10 milhões. Está sendo construída numa área de 30 mil metros quadrados no bairro Barbados. Iniciadas em 2012, as obras da ETE foram paralisadas dois anos depois, para ajustes no projeto. Devem ser reiniciadas em 60 dias, segundo previsão da equipe do programa.

Reportagem por Nilo Tardin

Confira a íntegra da reportagem no Jornal A Tribuna deste domingo

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