
“Cadê os direitos humanos agora?”, foi com esse desabafo que Renato Palhares de despediu da mulher, a médica Giselle Palhares Gouvêa, de 34 anos, morta durante uma tentativa de assalto no Rio de Janeiro, no sábado (25). Ela foi enterrada nesta segunda-feira (27) sob uma salva de palmas.
“Com essa violência não dá mais. Hoje foi minha esposa, mas amanhã pode ser algum de vocês. Minha esposa era um anjo. Acho que Deus a levou porque ela era acima de boa. Ela conheceu Jesus Cristo”, completou o cirurgião plástico, que deu um último beijo na mulher antes de o caixão ser fechado.

De acordo com a polícia, Giselle Gouvêa voltava de Nova Iguaçu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, para a Barra da Tijuca em seu veículo, um Land Rover. Por volta das 19h de sábado, a médica foi abordada na Pavuna, na Zona Norte, no acesso para a Linha Vermelha, e foi atingida por um tiro na cabeça. A dermatologista chegou a ser socorrida e levada para um hospital, mas não resistiu.
A Polícia Civil vai requisitar imagens de câmeras de segurança que monitoram a Linha Vermelha e a Rodovia Presidente Dutra para saber se as imagens flagraram a ação dos bandidos. O titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, delegado Giniton Lages, afirmou que vai refazer o trajeto que a médica percorreu.
Antes do enterro, o viúvo de Giselle disse que tem vontade de deixar o Brasil. “A única opção vai ser sair do País. O País vai ser dominado pelo criminosos. Se continuar desse jeito, os nossos filhos, os nossos irmãos, todas as nossas famílias… acontecerá algo com eles”, disse Renato.