
O projeto ainda não tem prazo para ser concluído e marca o retorno do Estado na administração do local. “Estamos tomando uma decisão histórica de começar um processo de transformação. Estamos convencidos de que este não é o lugar adequado para manter estes animais”, disse o prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, ao anunciar o projeto.
O zoológico que fica no bairro de Palermo ficará fechado por algumas semanas, sendo reaberto depois sob a administração do Estado, ainda com sua aparência original. “O preço das entradas será destinado, em sua totalidade, a financiar o traslado dos animais”, disse ao canal TN o ministro de Modernização da Cidade, Andy Freire.
Freire destacou que um concurso público para paisagistas será convocado pela prefeitura. “Eles terão o desafio de projetar um moderno eco parque que conviva com as 52 estruturas arquitetônicas que são patrimônio histórico” da cidade. O ministro negou que a decisão tenha sido tomada “porque todo o zoológico esteja em situação crítica”, e afirmou que “só onze animais estão” em tais condições.
O ministro afirmou que a prefeitura “se encarregará dos 188 empregados” do zoológico, e que estes serão essenciais para o cuidado e traslado dos animais. Sobre os animais, Freire destacou que serão feitos acordos com outros zoológicos e reservas do país e do exterior. Segundo ele, os animais que não puderem ser retirados por questões de idade ou de saúde ficarão no parque “até morrerem”.
O zoológico foi inaugurado em 1875, possui pérgolas e foi declarado Monumento Histórico Nacional em 1997. No entanto, nos últimos anos, o zoológico tem sido criticado por sociedades protetoras dos animais, por continuar na mesma área, mesmo tendo sido rodeado por edifícios e avenidas movimentadas com o crescimento urbano. De 1991 até este ano, o local foi administrado por empresas privadas.