De janeiro até o dia 11 de junho, 1003 pessoas morreram no país vítimas do vírus H1N1. O boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira, 22, pelo Ministério da Saúde, mostra ainda que em uma semana foram registradas 117 novas mortes pela doença.
Segundo os dados apresentados, este é o maior número de mortes pelo vírus desde o início da pandemia de 2009, quando 2.060 brasileiros morreram.
Até o momento, 5.214 casos de síndrome respiratória aguda grave foram notificados por infecção pelo vírus influenza A/ H1N1, com 633 novos casos tendo sido registrados na última semana. A síndrome é uma complicação da gripe comum. Outros tipos de influenza causaram ainda a morte de 100 pessoas.
O estado com maior número de mortes por influenza é São Paulo, com 434 mortes, o que representa 42,7% do total no Brasil.
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou na última semana que vai adiantar o início da campanha de vacinação contra o vírus H1N1 em 2017.
O vírus começou a causar vítimas neste ano antes do previsto e antes de grande parte da população ter se vacinado. “Como a epidemia veio antes do esperado, a população vulnerável, ou seja, sem vacina, estava desprotegida”, diz o infectologista Caio Rosenthal, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
“Assim que a vacina começou a ser distribuída, os casos reduziram consideravelmente. Então, só posso imaginar que era uma população que estava sem anticorpo natural e vacinado”, completou.
Número de mortes por H1N1 por estado
São Paulo: 434
Rio Grande do Sul: 119
Paraná: 87
Goiás: 53
Mato Grosso do Sul: 49
Rio de Janeiro: 44
Santa Catarina: 36
Espírito Santo: 36
Minas Gerais: 26
Bahia: 23
Pará: 21
Pernambuco: 14
Distrito Federal: 13
Paraíba: 11
Ceará: 9
Rio Grande do Norte: 7
Mato Grosso: 6
Alagoas: 5
Amapá: 4
Acre: 2
Amazonas: 2
Maranhão: 1