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Aspirina líquida pode combater tumores cerebrais, aponta nova pesquisa

Cientistas britânicos anunciaram um tratamento potencialmente revolucionário no tratamento de tumores cerebrais, que tem como base uma forma líquida ...

Última atualização

Cientistas britânicos anunciaram um tratamento potencialmente revolucionário no tratamento de tumores cerebrais, que tem como base uma forma líquida de aspirina.

Os pesquisadores Geoff Pilkington e Richard Hill, da Universidade de Portsmouth, no sul do Reino Unido, apresentaram na terça-feira  (28) as conclusões da pesquisa em uma convenção médica para especialistas em tumores cerebrais, em Varsóvia (Polônia).

Eles argumentam que o composto “IP1876B”, cuja fórmula tem ainda dois ingredientes não revelados, mostrou em testes ser 10 vezes mais eficiente no combate aos tumores do que qualquer combinação de drogas já conhecida.

Todos os componentes, segundo os cientistas, já são aprovados para uso clínico.

cerebro Nova droga seria 10 vezes mais eficiente no combate ao tumor cerebral do que as existentes

Os testes foram feitos usando células cancerosas de adultos e crianças. Neles, o “IP1876B” matou as células comprometidas sem ter efeito sobre células normais.

Um dos grandes trunfos da nova fórmula, que combina os dois ingredientes com aspirina líquida, desenvolvida em parceria com a companhia Innovate Pharmaceuticals, é que ela aumentou de forma significativa a habilidade das drogas de cruzar a barreira hematoencefálica, uma membrana que protege o cérebro, mas que também bloqueia o caminho de muitas drogas anticâncer mais convencionais.

Outro obstáculo importante que Pilkington e Hill parecem ter superado é o desenvolvimento de uma forma verdadeiramente líquida de aspirina.

As alternativas atualmente no mercado não são totalmente solúveis e ainda contêm resíduos que podem causar efeitos colaterais gástricos.

Pilkington e Hill dizem que os resultados dos testes sugerem que o “IP1876B” poder ser altamente eficaz contra o glioblastoma, uma das formas mais agressivas de tumor cerebral e que normalmente mata pacientes em um ano. Mas o composto ainda precisa de mais testes para determinar se pode ser usado com segurança em humanos.

“Temos uma potencial alteração crucial na pesquisa sobre tumores cerebrais e isso mostra que ciência bem financiada pode conseguir. É a mesma ciência que vai permitir um dia que encontremos a cura para essa doença devastadora”, diz Sue Farrington Smith, diretora da Brain Tumour Research, ONG que arrecada fundos para pesquisas em tumores cerebrais.

 

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