
Aos 21 anos, o gestor de obras Christian Cunha, que confessou ter assassinado a ex-namorada, a estudante Bárbara Richardelle, 18 anos, e que depois do crime comeu espetinho ao lado do corpo vai a júri popular, nesta quinta-feira (30), às 9 horas, no Fórum Desembargador Afonso Cláudio, na Prainha, em Vila Velha.
O acusado será julgado dois anos e três meses após o crime, ocorrido em 18 de março de 2014. A estudante foi assassinada no canteiro de uma obra em Vila Velha e o corpo foi abandonado às margens da Rodovia Darly Santos, cinco horas depois.
A mãe de Bárbara, a comerciante Selma dos Santos, de 50 anos, que é representada pelo advogado Homero Mafra, salientou que espera por justiça.
“Eu tenho sede de justiça. Ele tem que pagar pelo que fez e bem caro. Não me conformo com a morte da minha filha. É um vazio imenso e então, enquanto eu não souber que ele foi condenado, essa sede não vai acabar”, contou a mãe da vítima.
Mas Selma comentou que o receio dela é que o acusado seja solto pouco tempo após a condenação. “Mesmo ele sendo condenado e preso ainda é pouco, pois depois de uns anos ele vai ser solto e a vida dele vai continuar. E a minha vida acabou e a da minha filha também. Para mim, ele foi de uma frieza e de uma crueldade tamanha”, afirmou.
RELEMBRE O CASO
De acordo com as investigações, Bárbara foi ao encontro do ex no dia do crime. Os dois já discutiam, por algumas semanas, após a jovem descobrir que fotos sensuais dela vazaram na internet.
A vítima foi encontrada com sinais de estrangulamento, com o olho roxo e uma lesão na cabeça. O rapaz contou que se alimentou de churrasquinho e guaraná ao lado do corpo. Christian afirmou à polícia que “ela sabia demais”.