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Bancários decidem nesta quinta se entram em greve

Banco em greve. Foto: Reprodução / Internet. Uma assembleia geral do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo vai decidir nesta quinta-feira, 1, ...

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Banco em greve. Foto: Reprodução / Internet. Banco em greve. Foto: Reprodução / Internet.

Uma assembleia geral do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo vai decidir nesta quinta-feira, 1, greve da categoria a partir de terça-feira, 6. Os bancários vão votar o indicativo de greve a partir de 18 horas, no Centro Sindical dos Bancários.

A categoria não concordou com a proposta de reajuste apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 6,5% mais abono de R$ 3 mil. O Comando Nacional considerou o reajuste insuficiente e orientou pela paralisação nacional por tempo indeterminado.

O índice de reajuste oferecido pela federação seria aos benefícios dos bancários, como vale alimentação, vale refeição, 13ª cesta e auxílio-creche. Os bancos propuseram ainda manter a regra vigente na Convenção Coletiva de Trabalho para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). “Esse índice está 3% abaixo da inflação prevista para o período de agosto de 2015 a agosto de 2016. É mais uma provocação do que uma proposta. Só os cinco maiores bancos que atuam no Brasil lucraram R$ 69,9 bilhões em 2015, valores que deixam claro que a crise econômica que atinge os brasileiros não atinge os bancos, que continuam intransigentes com a pauta da categoria”, critica Idelmar Casagrande, representante do Sindibancários/ES e a Intersindical no Comando Nacional dos Bancários, no site do sindicato.

“Nossa pauta não é só econômica, temos outras reivindicações que buscam a garantia da saúde e de condições de trabalho dignas para os bancários, e nenhuma delas foi contemplada pela Fenaban, o que torna essa proposta inaceitável”.

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real e 9,31% de correção da inflação; participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales-alimentação, refeição, décima-terceira cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880); 14º salário; fim das metas abusivas e assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação.

A Fenaban afirma que ao somar o abono e o reajuste, haverá “ganho superior à inflação na remuneração do ano da grande maioria dos funcionários do sistema bancário”. “A Fenaban reafirma sua confiança no diálogo contínuo entre as partes para se chegar a um acordo de renovação da convenção coletiva de trabalho entre bancos e bancários, que é a mais abrangente e completa do país”, acrescentou.

 

Com informações da Agência Brasil

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