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Política

Léo Pinheiro presta depoimento a Sérgio Moro

Léo Pinheiro em depoimento a Sérgio Moro. Foto: Reprodução / Internet. José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, disse ao juiz ...

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Léo Pinheiro em depoimento a Sérgio Moro. Foto: Reprodução / Internet. Léo Pinheiro em depoimento a Sérgio Moro. Foto: Reprodução / Internet.

José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, disse ao juiz federal Sérgio Moro nesta terça-feira, 13, que Ricardo Berzoini, ex-ministro de Dilma Rousseff, participou de reunião na casa do ex-senador Gim Argello (PTB-DF) que tratou da blindagem do governo e das empreiteiras nas investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras em 2014.

O ex-presidente da empreiteira teria pagado propina neste esquema. “Eu queria agradecer ao senhor e ao Ministério Público a oportunidade para eu esclarecer, para falar a verdade, mesmo que esses fatos me incriminem. Eu cometi crimes e para o bem da Justiça do nosso País, para o bem da sociedade, estou aqui para falar a verdade, para falar tudo que eu sei”, disse.

Léo Pinheiro falou pela primeira vez após perder sua negociação de delação premiada com o Ministério Público Federal em agosto. Sua delação foi suspensa pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após o vazamento de informações sobre o ministro Dias Toffoli. Pinheiro confessa crimes no esquema de corrupção que atuou na Petrobras em interrogatório com Moro do processo que investiga o pagamento de propina a Argello no valor de R$ 350 mil, feito como doação a uma igreja.

O juiz questionou o réu sobre o pagamento de propina a parlamentares para blindar a investigação na CPMI, ao que ele confirmou e citou a participação de outros executivos e de um ex-ministro do governo Dilma. “Fui convocado para um encontro na casa do senador Gim Argello elá chegando estavam presentes o senador Vital do Rego e para minha surpresa estava presente o ministro das Relações Institucionais do governo Dilma, o ministro Ricardo Berzoini. Eu fiquei surpreso, eu não conhecia pessoalmente”, contou.

O executivo contou ainda que após o início da Lava Jato em 2014, ele participou de um encontro na casa do ex-senador Gim Argello, em que também estava o senador Vital do Rêgo, além de executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez. “Gim queria promover uma almoço e estariam presentes outras empresas do setor, segundo ele, as cinco maiores do setor”, disse.

Em um segundo encontro, Léo Pinheiro disse que Berzoini estava com dois parlamentares. “O ministro relatou que era uma preocupação muito grande do governo da presidente Dilma o desenrolar dessa CPMI e gostaria que as empresas pudessem colaborar, o quanto possível, para que essas investigações não tivessem uma coisa que prejudicasse o governo”, contou.

O ex-presidente da OAS não falou nada em seu primeiro interrogatório, que ocorreu antes de perder sua delação, por orientação de seus advogados. O executivo já foi condenado a 16 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Lava Jato.

 

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