O ex-ministro Antonio Palocci, preso na 35ª fase da Operação Lava Jato, tem mais de R$ 61,7 milhões bloqueados em suas contas. O bloqueio foi determinado pela Justiça, na mesma decisão que determinou a sua prisão temporária, convertida nesta sexta-feira, 30, em preventiva.
Do total do valor bloqueado, R$ 31 milhões estavam em aplicações financeiras, como letras financeiras e recebíveis imobiliários. O bloqueio foi informado à Justiça pelo Bradesco nesta sexta.
O restante do valor foi bloqueado antes em contas correntes do ex-ministro, R$ 814 mil, e na conta pessoa jurídica da Projeto, sua empresa de consultoria, R$ 30 milhões.
O advogado de Palocci, José Roberto Batochio, afirmou que os valores são compatíveis com a atividade da empresa do ex-ministro. Ele citou bancos e grandes companhias como clientes da Projeto, que segundo ele, já passou por fiscalização da Receita Federal nos âmbitos estadual e municipal.
Palocci é acusado de intermediar a propina paga pela Odebrecht ao Partido dos Trabalhadores (PT), e o valor chegaria a R$ 128 milhões. Além do ex-ministro, foram presos e tiveram ativos bloqueados, o ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio e o ex-assessor de Palocci Branislav Kontic.