
A velocidade da internet no Brasil tem aumentado, mas, mesmo assim, o país caiu da 24ª para a 51ª posição no ranking de internet 4G mais rápida do mundo feito pela organização OpenSignal. O ranking foi divulgado na última semana.
O levantamento mostra que as conexões feitas pelos brasileiros tinham em média 19,68 Mbps (megabits por segundo, medida de velocidade de transmissão). A velocidade é melhor que a média de 2015, quando a velocidade registrada foi de 16 Mpbs.
A queda brasileira no ranking ocorreu porque a melhora da internet móvel em outros países se deu de forma mais acelerada.
A primeira posição do ranking é de Cingapura, onde os usuários têm conexões médias de 45,86 Mbps. Em seguida, estão a Coreia do Sul com 45,77 Mbps, a Hungria com 40,61 Mbps, e Romênia com 35,61 Mbps.
Nas últimas posições do ranking internacional estão Costa Rica com 5,82 Mbps, Arábia Saudita com 5,97 Mbps, Índia com 6,39 Mbps, e Filipinas com 7,27 Mbps.
A Telebrasil, que representa as operadoras brasileiras, afirmou que considera a velocidade apurada um bom desempenho, “acima da média mundial”, e que não sabe porque o país caiu no ranking. Ainda segunda a entidade, o desempenho no país pode ser melhorado por meio de legislações municipais que facilitem a instalação de infraestrutura.
Além da velocidade, o levantamento também avaliou a disponibilidade da conexão 4G nos países, ou seja, a porcentagem de tempo em que os usuários conseguem usar a rede quando estão conectados pelo celular.
O Brasil ficou na 62ª com 53,86%, resultado também pior que o de 2015, quando o país estava em 51º.
Os melhores resultados foram registrados na Coreia do Sul (95,7% do tempo), seguida por Japão (92%), Lituânia (84,7%), Hong Kong (84,7%), e Holanda (84,1%).
Já os piores resultados ficaram com Sri Lanka (40,3%), Líbano (41,5%), Equador (42,6%) e Irlanda (43,5%).
Veja a nota da Telebrasil sobre o levantamento:
“A velocidade brasileira da banda larga 4G, apurada pela Open Signal, está acima da média mundial, que é de 17,4 Mbps. Desconhecemos as razões para a mudança de posição no ranking, mas o setor entende que a velocidade de 19,68 Mbps mostra um bom desempenho das redes brasileiras de banda larga móvel.
Esse desempenho pode ser melhorado a partir de alterações nas legislações municipais, que facilitem a instalação de infraestrutura, assim como fez Curitiba, na semana passada, adequando sua legislação para incentivar a expansão do 4G.
A expectativa do setor é de que a posse de novos prefeitos possa mudar a realidade brasileira, que hoje tem 300 leis municipais que dificultam e muitas vezes impedem a instalação de antenas, o que é fundamental para a melhoria da qualidade dos serviços móveis como um todo.”