
O primeiro dia de testes da roleta alta no ônibus do Transcol que faz a linha 661 (T. Itaparica/Praça Vila Velha – circular) foi marcado por reclamações de passageiros. Alguns apontaram o desconforto no uso do novo modelo e outros acreditam que a medida não vai resolver o problema da insegurança.
O novo modelo de catraca tem 1,89m (84 cm a mais na altura) para impedir que pessoas pulem a roleta – o que resulta às empresas que operam o sistema um prejuízo de R$ 100 mil por mês – e dificultar a ação de criminosos em ônibus.
Passageiros que utilizaram a linha 661 na tarde de segunda-feira (15) reclamaram da mudança. Eles acreditam que a roleta mais alta não vai resolver o problema de pessoas que entram no coletivo sem pagar a passagem. Para eles, o que vai aumentar é a violência, pois acreditam que quem pulava a roleta agora vai utilizar de violência contra cobradores e motoristas para não pagar a tarifa. “Deveriam aumentar o policiamento dentro dos ônibus, e não as roletas”, defendeu o pedreiro Luciano Messias Veche, 30 anos.
Outra reclamação é quanto ao desconforto. “Quem usa bolsa grande ou está com compras vai ter mais dificuldade de passar a roleta”, disse a dona de casa Renata Ferreira da Silva, 36.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado (Sindirodoviários), Carlos Roberto Louzada, o Maguila, a roleta alta vai aumentar a arrecadação. Além disso, ele acredita que a medida não vai resultar em mais violência.
Durante os testes, para verificar os benefícios e problemas da roleta alta, outras linhas vão receber o equipamento, segundo a Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb). A expectativa é que assim que forem aprovadas, as roletas demorem de seis meses a um ano para serem instaladas nos 1.550 ônibus da frota.
Verônica Aguiar
Confira a reportagem completa no Jornal A Tribuna desta terça