
O Governo do Estado informou que mantém os estudos para a construção de uma represa no Rio Jucu. A Companhia Espirito-santense de Saneamento (Cesan) informou que está realizando o projeto básico para a construção, e o investimento é de R$ 480 mil.
Segundo a Cesan, esta é uma iniciativa estruturante que minimizará os efeitos da crise hídrica que afeta o Estado. O reservatório de água, com capacidade de armazenar 20 bilhões de litros de água, irá reforçar o abastecimento na Grande Vitória, levando maior robustez ao Sistema Jucu, que abastece um milhão de habitantes de Vila Velha, Cariacica, parte de Viana e a ilha de Vitória. Ainda de acordo com a concessionária, a quantidade de água que será armazenada no local é o suficiente para abastecer a população por quatro meses em um cenário de crise hídrica.
O projeto básico da reserva está previsto para ser entregue no início de 2017. Após essa fase, serão necessários estudos para modelar a forma como o empreendimento será operacionalizado, e em seguida, será realizada a licitação para obra, que tem previsão de ser construída em dois anos.
A prioridade da represa é o abastecimento da população, mas ela também terá outros usos, levando em consideração benefícios como geração de energia, redução do impacto das cheias, recreação e piscicultura .
“Iniciamos há seis meses a conversa sobre a barragem. O estudo é o grande primeiro passo para concretizar essa ideia. Estamos estruturando as ações para trazer mais segurança hídrica para a Grande Vitória”, disse o presidente da Cesan, Pablo Andreão, em maio quando o estudo para a construção da represa foi anunciado.
A previsão é que os estudos fiquem prontos em oito meses. Estima-se que a represa terá 50 metros de altura, extensão de 300 metros e capacidade para gerar 10 megawatts de energia elétrica, mas esses números serão confirmados ao final dos estudos. Após a conclusão e elaboração do projeto básico, será feita licitação para contratar a empresa que irá construir a represa. “Agora, sem o estudo pronto, estimamos o tempo de construção em cerca de dois anos”, completou o presidente.