
Enquanto prefeitos e vereadores eleitos começam a se preparar para a posse em janeiro, deputados estaduais, federais e senadores já começam a articular possíveis alianças tendo em vista a próxima eleição, a de 2018.
Nesse cenário de dinamismo político, o governador Paulo Hartung (PMDB) recebeu a equipe de A Tribuna na residência oficial, na Praia da Costa, em Vila Velha, na manhã desta sexta-feira (4).
Entre os destaques do bate-papo estiveram propostas para a reforma política, os conselhos que deu para prefeitos eleitos, e até nomes que poderão sucedê-lo no governo do Estado.
A TRIBUNA – COMO O SENHOR ANALISA O RESULTADO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS?
PAULO HARTUNG – A primeira constatação é de que você tem uma separação entre o sistema político e a sociedade. Houve um número muito grande de abstenções, votos nulos e brancos. As votações foram muito próximas, de um modo geral. Então, temos um sistema que não dialoga com a sociedade, uma sociedade dividida e uma grande abstenção. E a solução para isso é “calçar as sandálias da humildade” e trabalhar muito.
A TRIBUNA – QUAIS PONTOS DA REFORMA POLÍTICA O SENHOR DEFENDE?
PAULO HARTUNG – A primeira coisa é ter uma cláusula de barreira. Não existe país sério no mundo com 30 e tantos partidos — isso, na verdade, é uma caça ao dinheiro do Fundo Partidário e do tempo de televisão. Também sou contra as coligações proporcionais, que distorcem o voto do eleitor — ele vota num candidato do PCdoB e elege um candidato do DEM. Também sou a favor do voto distrital, mas não agora. Acredito que essas mudanças devam ser feitas aos poucos.
*Entrevista completa no jornal A Tribuna de sábado (5)