
Em parceria com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Governo do Estado de Santa Catarina e Polícia Rodoviária Federal, a Chapecoense realizou nesta quarta-feira uma simulação de como será feito o transporte dos corpos que estão na Colômbia para a realização do velório das vítimas do acidente aéreo que causou a morte de 20 representantes do clube catarinense.
O detalhamento dos horários dependerá do momento em que os corpos forem liberados na Colômbia, algo que deve ocorrer até esta sexta-feira, mas ainda não se sabe exatamente se no período da manhã, tarde ou noite. A simulação serviu para definir alguns pontos, como, por exemplo, o tempo do trajeto do aeroporto até a Arena Condá, palco da partida.
Os corpos serão colocados em três ou quatro caminhões, dependendo da quantidade de corpos que forem liberados e autorizados pela família para ir para Chapecó (SC). Os familiares do técnico Caio Júnior, por exemplo, inicialmente não pretendiam que seu corpo fosse levado para a cidade catarinense.
As ruas próximas do estádio serão fechadas e a PM pede para que os fãs evitem transitar pelo local por onde a carreata irá passar. Do aeroporto, eles chegarão até a avenida General Osório, passarão pela rua Uruguai e depois entram na rua Borges Medeiros, local onde fica a arena. Os caminhões entrarão pelo portão 14 e os caixões serão colocados em suportes no gramado do estádio. Será colocado um piso especial para não estragar a grama.
O tempo do velório também vai depender do horário da chegada dos corpos. A tendência é que se o evento iniciar pela manhã, dure mais horas do que se for à noite. Em seguida, as famílias levarão os entes para as suas respectivas cidades.
A organização do velório espera cerca de 100 mil torcedores presentes na arena. Para evitar transtornos e confusão, a ideia é que seja criado um corredor, por onde os fãs passam, sem poder parar, e consigam se despedir de seus ídolos. Todos os caixões serão lacrados, mas haverá uma identificação do falecido.
“Hoje (quarta-feira) que cai a ficha e a gente começa a voltar a pensar. Ontem (terça) foi um choque. Agora, nós temos uma dimensão da tragédia e o que precisa ser feito para reerguer a cidade, o clube e amparar os familiares”, comentou Gelson Merisio, presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, que não viajou com a delegação apenas por ter muitos compromissos políticos.
Alguns parentes foram até a Colômbia fazer o reconhecimento dos corpos, junto com membros da diretoria do clube. Ainda não está confirmado se eles vão para Chapecó e participarão do velório ou irão direto para suas respectivas cidades.
PELO MUNDO
Por causa da grande procura de jornalistas de todo o mundo, o marketing do clube decidiu dividir as informações e todos os detalhes serão divulgados em português, espanhol e inglês e postado na página oficial do clube. Além disso, um funcionário será exclusivo para repassar informações adicionais nos dois idiomas, inclusive durante o velório.