
Os estudantes dos 19 colégios que permanecem ocupados só irão conseguir concluir o ano em janeiro do ano que vem. A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) publica hoje uma portaria que altera o calendário escolar das unidades afetadas pelas manifestações, que começaram nas primeiras escolas no dia 21 de outubro.
Os manifestantes, alunos da própria escola que ocupam, em sua maioria, são contrários à Proposta
de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos nos próximos 20
anos, e contra a Medida Provisória que altera o ensino médio.
Em 41 escolas, o prejuízo foi de até seis dias sem aulas para 39.165 alunos. Nessas unidades, as aulas
serão repostas nos próximos seis sábados, até 17 de dezembro. As férias devem iniciar no dia 23 de dezembro para aqueles alunos que ficarem de recuperação final.
Em outras oito escolas, 9.977 estudantes, que tiveram de sete a 10 dias sem aulas, deverão finalizar o
ano letivo dia 28 de dezembro, já no período em que estariam de férias.
A alteração é ainda maior para 18.413 alunos que ainda não tiveram suas aulas restabelecidas, por
conta da ocupação total que permanece em 19 escolas. Alguns deles estão sem aulas desde o dia 21
de outubro e devem terminar o ano letivo de 2016 somente em janeiro do ano que vem.
O secretário da Educação, Haroldo Rocha, disse que alunos do 3º ano que pretendem iniciar faculdade em 2017 podem ser prejudicados no ato da matrícula se ainda não tiverem finalizado o ano letivo. “Tem a questão dos professores também. Afeta as férias dos alunos, deles e toda a família.”
Rocha pede que os ocupantes repensem sobre as ocupações. “É um apelo para esses jovens que estão ocupando, para que tenham um pouco de bom senso e solidariedade com os colegas prejudicados. Contamos também com o apoio dos pais deles.”