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Por que desligar o celular depois da balada? Colunista de A Tribuna explica

Cláudia Matarazzo. Drédito: Divulgação. Já aconteceu com todo mundo: chegar em casa, cair na cama e no dia seguinte lembrar apenas vagamente do que ...

Última atualização

Cláudia Matarazzo. Drédito: Divulgação. Cláudia Matarazzo. Drédito: Divulgação.

Já aconteceu com todo mundo: chegar em casa, cair na cama e no dia seguinte lembrar apenas vagamente do que fez ou falou na noite anterior. Normal. Antes do advento dos smartphones e da comunicação virtual era muito comum um amigo ou amiga ligar no dia seguinte e perguntar o que havia dito.

Lembro de uma que me irritava porque não apenas não acreditava no que eu relatava como também repetia sem parar: “Mas você tem certeza que eu me comportei?”

Com o tempo, já que ela não acreditava mesmo (e lembrava menos ainda) passei a inventar coisas pra lá de escabrosas e relatava com minúcia perversa tudo o que ela não havia feito mas que, com a memória bloqueada pelos muitos drinques a mais, acreditava ter feito…

Muita maldade, hoje reconheço – mas era irresistível, afinal eu não bebia, passava por chata bem comportada e ainda era acordada no dia seguinte pela amiga que não se emendava…

Isso seria impossível hoje, pois com o advento de smartphones, mensagens virtuais e fotos postadas as pessoas registram tudo: o tombo, o que foi dito etc… E é prova irrefutável – para o bem e para o mal!

Tenho para mim que não há mico maior do que ser lembrado por mensagens que mandou no calor de um pós-balada – sem atinar!

Para evitar isso, só desligando o aparelho assim que pisa em casa! O que – não consegue?! Trate de se adestrar pra isso – ou vai se arrepender e perder um tempão para consertar mal-entendidos e trapalhadas virtuais registradas de forma constrangedora – não só no seu aparelho, mas na nuvem e no cosmo virtual…

Se acha que estou exagerando, dá uma olhada nas muitas chances que existem de se enganar e pisar na jaca por conta de cansaço, pilha e drinques a mais.

Erro na mensagem – clássico. Você acha que está mandando um direct e manda no público. Os estragos podem ser para sempre…

Erro no conteúdo – você está sentindo-se de bem com o mundo e cheio de amor para dar. E resolve compartilhar isso tudo… E, no dia seguinte, não entende o que deu em você – mas aí já havia mandado juras de carinho e amizade eterna a alguém que normalmente você acharia um (ou uma) mala carente…

Ou o contrário: você se sente cheio/a de coragem de falar umas verdades que, na real, só magoaram – e muito – aquele amigo/a de todas as horas…

Erro no destinatário – o mais frequente: você escreve um monte desabafando sobre determinado assunto ou pessoa e manda para a Claudia, que você sabe, concorda com você.

Aí, o dedo aperta e manda para a Carla, ali pertinho da Claudia que, além de não ser tão amiga, é a maior fofoqueira. Pronto. Estrago feito sem a menor necessidade!!!

Mandar e dormir – é, no mínimo, vexatório. E trunca a comunicação. E, se for importante, vai custar a recuperar os pontos perdidos…

Para que arriscar cair no sono antes da hora?

Pois é! Tenho para mim que na alta madrugada há um enorme risco em teclar!!

Por isso, desligue seu aparelho e fuja de locais como a cadeira do computador, o cantinho preferido do sofá ou a mesa da cozinha com ele ligado…

Desligue tudo – e vá direto para a cama. Trate de dormir, e, aí sim postar as fotos, continuar a conversa e recuperar amores e amizades.

*A  coluna dela é publicada todo sábado em A Tribuna.

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