
Foto: Adriano Horta/Arquivo AT
O prefeito de Conceição da Barra, Jorge Donati, acusado de crime de mando na morte do sindicalista Edson José dos Santos Barcellos, recebeu pedido de 19 anos de prisão.
No julgamento, o desembargador-substituto Marcelo Loureiro, relator do processo, aceitou o pedido de prisão feito pelo Ministério Público.
Mas a desembargadora-substituta Heloísa Carielo, revisora da ação, pediu vista. Com isso, não há nova data para que o julgamento tenha sua conclusão. A defesa alega ter sido latrocínio (assalto seguido de morte).
A sessão de ontem (segunda-feira, 17) começou com a defesa arguindo questão de ordem para que o julgamento fosse adiado por pelo menos 30 dias até a análise do pedido de suspeição.
O pedido foi negado por maioria dos votos. Em seguida, o relator do processo, desembargador substituto Marcelo Menezes Loureiro, fez a leitura do relatório dos autos.
O procurador de Justiça Fábio Vello Correa, após a leitura do relatório, fez suas manifestações acerca do crime, sustentando a tese de crime de mando.
O procurador considerou o fato de o sindicalista ter elaborado um dossiê com os supostos crimes de improbidade cometidos pelo prefeito, além da intenção que a vítima tinha de denunciar o acusado à Câmara de Vereadores do Município e ao próprio órgão ministerial.
Logo depois das manifestações, a defesa voltou a apresentar contestações, trabalhando com a tese de crime de latrocínio, roubo seguido de morte.
Em sua sustentação, um dos advogados do réu disse que os acusados de executarem o sindicalista não conheciam a vítima, tendo sido toda a ação guiada pela necessidade de roubarem um veículo para praticarem um assalto em um hotel.
Com informações da editoria de Política e da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Espírito Santo