
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nessa terça-feira (25), por unanimidade, um pedido feito pela ex-presidente Dilma Rousseff para que a Corte determinasse a realização de uma perícia em cerca de 8 mil documentos. O pleito foi anexado a uma das quatro ações em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma e Michel Temer, por abuso de poder econômico em 2014.
A defesa solicitou a análise depois que peritos do TSE identificaram indícios de irregularidades na suposta prestação de serviços de três gráficas contratadas pela campanha. Essas empresas e seus sócios tiveram os sigilos quebrados por ordem do tribunal.
O relator do caso no TSE, ministro Herman Benjamin, afirmou que parte dos milhares de documentos apresentados pelos advogados não tinham qualquer relação com a corrida eleitoral de 2014.
Ele deu como exemplos fotos de materiais de campanha de outros candidatos referentes à eleição de 2010. O relator disse que pediu à chapa para apontar quais anexos eram relevantes à investigação e que recebeu como resposta que todo o material era importante. Ele negou a solicitação, mas a chapa os advogados de Dilma recorreram ao plenário, que acompanhou o relator, por unanimidade.
“Eu indeferi a perícia complementar, mas fiz questão de explicar por que o indeferimento não se vê como desentranhamento das peças. Os 37 volumes continuam aqui. Quando formos julgar (a ação), qualquer juiz poderá analisar esses elementos”, justificou.