
O Projeto de Lei (PL) 250/2016, de autoria do deputado Euclério Sampaio (PDT), que obriga a instalação de grades ou telas de proteção em toda a extensão da Terceira Ponte para evitar suicídios, foi motivo de um forte bate-boca entre o autor e o líder do governo na Casa, Gildevan Fernandes (PMDB). O deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), que presidia a sessão no momento, chegou a cortar os microfones e suspender a sessão.
O projeto foi aprovado nas comissões de Justiça, Infraestrutura e Segurança. Restava a Comissão de Finanças para dar o parecer. O vice-líder do governo, Erick Musso (PMDB), chegou a pedir que a assessoria da Casa fosse consultada para saber se o projeto poderia passar também pela Comissão de Meio Ambiente. Porém, o plenário recusou o pedido de Erick. Euclério acusou os líderes do governo de tentarem prorrogar a votação. “Está claro que a base do governo quer suspender o projeto”, reclamou o pedetista.
Na sequência, Dary Pagung (PRP) pediu prazo regimental para analisar o projeto. Gildevan Fernandes, então, pediu a palavra para rebater a acusação de Euclério de que a base do governo queria suspender o projeto. Segundo ele, o PL é inconstitucional e o governo não iria simplesmente atender a uma imposição de qualquer deputado. “Se alguém disser um dia que o governo colocou redes na ponte por causa de um projeto do deputado Euclério, renuncio ao meu mandato”, declarou.
A Rodosol informou que considera importante a discussão envolvendo um problema de saúde pública e que a “empresa sempre esteve aberta a discutir e trabalhar em prol de ações que contribuam para tratar a questão do suicídio com a seriedade e a complexidade que o assunto exige.”
Eduardo Alencar
Confira a reportagem completa no Jornal A Tribuna desta quarta