
O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) preso nesta quarta-feira, 19, teve mais de R$ 220 milhões bloqueados. O bloqueio foi determinado pela 6ª Vara Federal de Curitiba em ação civil de improbidade administrativa movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Os procurados da força-tarefa da Lava Jato sustentaram no pedido de prisão que a liberdade de Cunha representava risco à instrução do processo, à ordem pública, e a possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior, além de dupla nacionalidade, pois ele também é italiano.
Cunha embarcou no avião da Polícia Federal às 15h desta quarta com destino à Curitiba, onde ficará preso. Ele é acusado de ter recebido propina em contas na Suíça do esquema de corrupção da Petrobras.
Segundo a denúncia da PGR, o ex-deputado recebeu mais de R$ 5 milhões em propina por viabilizar a aquisição de um campo de petróleo em Benin, na África. O Ministério Público Federal (MPF) afirma que ele recebeu 1,5 milhão de dólares em propina.
O advogado Ticiano Figueiredo, da defesa de Cunha, criticou a prisão preventiva do ex-deputado. “O Supremo passou seis meses com o pedido de prisão para decidir em relação a Eduardo Cunha e não prendeu porque não entendeu que não havia nenhum dos requisitos necessários e aí surpreendentemente Moro, com uma semana que o processo está na mão dele, decreta prisão sem qualquer fato novo”, disse.