Pelo menos 100 mil pessoas pulam roleta por mês nos ônibus do Transcol, segundo estimativa do Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus).
E, segundo passageiros, motorista e cobradores, além do prejuízo – que é repassado para quem paga a passagem –, o ato de pular a roleta oferece insegurança.
Uma cobradora de 40 anos contou que no dia a dia de trabalho é perigoso proibir as pessoas de pular a roleta. “Não temos autoridade para fazer isso, pois corremos risco até de morte. O melhor seria que tivessem policiais nos ônibus para poder punir a pessoa na hora que ela fizesse isso.”
Segundo a Polícia Militar, a proposta será discutida em uma reunião que vai tratar dos últimos acontecimentos envolvendo a segurança no transporte coletivo.
O secretário classificou como falta de educação o ato de pular a roleta. “Tem gente que pula a roleta porque não tem dinheiro para pagar mesmo. É preciso buscar alternativas. Causa insegurança. O Sindicato dos Rodoviários tem sustentado roletas ampliadas, mas pode ser que gere retaliações. Mas essa parte é função do sistema de transporte, não da Sesp”.
Ele destacou que para inibir os crimes a Sesp tem atuado nas abordagens a ônibus.
“Realizamos em média 100 abordagens a ônibus na Grande Vitória. Mas como são mais de 10 mil viagens, a ação pode não ser percebida. São abordagens em que é feita revista em todos os passageiros”.
De acordo com o artigo 176 do Código Penal, pular a roleta é crime, e tem pena de 15 dias a dois meses de prisão ou multa.