
Famosa por entrar para o Guinness Book (Livro dos Recordes) em 2010 por ter os maiores implantes mamários do mundo – 5,5 litros em cada mama –, a modelo e atriz Sheyla Hershey, de 35 anos, nascida em São Mateus, no Norte do Estado, atualmente mora nos Estados Unidos com seus dois filhos. Depois de passar por uma grave infecção, em meados de 2010, ela se viu obrigada a escolher entre o silicone e a própria vida. Veja o trecho da entrevista publicada em A Tribuna.
A Tribuna – Como está a sua vida atualmente?
SHEYLA HERSHEY – Hoje moro na cidade de Medford, no estado de New Jersey, nos Estados Unidos, e me dedico aos meus dois filhos, uma menina de 4 anos e um rapaz de 18. Tive a oportunidade de me formar em Psicologia e atualmente trabalho em um hospital psiquiátrico.
Depois de entrar para o livro dos recordes, você teve uma infecção grave. Como foi passar por esse problema?
Depois de colocar 5,5 litros de silicone em cada mama e bater o recorde mundial, em setembro de 2010 eu sofri uma infecção grave e fiquei à beira da morte. Então tive de retirar minhas próteses e, por isso, passei por uma depressão. No desespero, tentei suicídio, tomei muitos remédios e tive overdose. Fiquei em coma três dias.
O que você fez para superar a depressão?
Fiz terapia para encontrar um sentido para a minha vida e hoje eu encontrei: meus filhos. E nesse processo eu comecei a ter medo, mas um medo positivo, aquele que eu não sentia e que essa ausência me fez ir ao extremo e fazer 32 cirurgias plásticas. O meu medo hoje é de morrer e não ter ninguém para cuidar dos meus filhos.
Cursar Psicologia te ajudou a ver a vida além dos procedimentos estéticos?
A Psicologia foi a maneira que eu encontrei para me entender melhor. Quando tive uma grave infecção, precisei escolher entre o silicone e a vida. Eu escolhi a vida, mas o preço foi alto, pois fiquei um ano sem prótese, e isso foi muito difícil para mim. Hoje eu lido com pacientes que têm problemas mentais, algo muito mais sério do que alguém que queria cirurgias plásticas sem limites.
Você se arrepende de ter feito tantos procedimentos?
Eu me arrependo do exagero sim, mas acredito que tudo que eu passei foi fundamental para construir o que eu sou hoje. Eu buscava preencher um vazio que não era físico. Se eu tivesse que repetir tudo novamente, eu não faria.
Hoje, Sheyla tem 2,8 litros de silicone em cada seio. Foto: Bianca PImenta, Arquivo/AT
Reportagem: Tayla Oliveira. Conteúdo na íntegra na edição do domingo, 2 de outubro, do jornal A Tribuna.
