- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Política

Denúncia contra Renan Calheiros é liberada para julgamento pelo Supremo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin liberou nesta terça-feira, 4, para julgamento no plenário da Corte a denúncia contra o ...

Última atualização

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin liberou nesta terça-feira, 4, para julgamento no plenário da Corte a denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A denúncia foi apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR), que acusa o senador de ter despesas de uma filha com a jornalista Mônica Veloso bancadas por uma empreiteira.

A data do julgamento será marcada pela presidente do STF, Cármen Lúcia, e então, o plenário do Supremo vai decidir se abre ou não uma ação penal, que transformará Renan em réu. Em sua decisão, Fachin afirmou que vai elaborar o relatório sobre a denúncia e levar o inquérito para o plenário.

A denúncia contra o presidente do Senado foi feita há mais de três anos e meio, em janeiro de 2013, mas até agora não foi analisada pela Corte. O presidente do Senado é acusado por crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso por supostamente ter recebido propina da construtora Mendes Júnior. Segundo a denúncia da PGR, Renan forjou documentos para justificar o dinheiro que recebeu da construtora e enriqueceu ilicitamente.

O caso envolvendo a jornalista foi desvendado em 2007 e levou Renan à renúncia do cargo de presidente do Senado. O senador nega ter tido as despesas pagas com dinheiro público e chegou a dizer em fevereiro que a denúncia é um “excesso” do STF.

O caso de Renan chegou a entrar na pauta de julgamentos do plenário no mesmo mês, mas foi retirado pela pauta pelo relator por “diligências” pendentes, ou seja, verificação de provas.

Na denúncia, a PGR apontou prescrição em parte dos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso atribuídos ao presidente do Senado. No entanto, reafirmou “sua convicção de que já estavam presentes indícios suficientes para o recebimento da denúncia” e pediu urgência porque há risco de prescrição de mais crimes.

O ministro destaca que a urgência não se apresenta porque as acusações de peculato e falsidade ideológica de documento público só prescrevem em 2019.

Renan Calheiros é investigado ainda na Operação Lava Jato em oito inquéritos e outros três inquéritos.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.