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Política

Maia pede desculpas por dizer que governo faz deputados de “palhaços”

Rodrigo Maia subiu o tom contra o governo. Foto: Flávio Soares/Agência Câmara Após subir o tom e dizer que o governo Temer estava fazendo os ...

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Rodrigo Maia subiu o tom contra o governo. Foto: Flávio Soares/Câmara dos Deputados Rodrigo Maia subiu o tom contra o governo. Foto: Flávio Soares/Agência Câmara

Após subir o tom e dizer que o governo Temer estava fazendo os deputados de “palhaços” com as divergências sobre o projeto que altera as regras do programa de repatriação de recursos enviados ilegalmente ao exterior, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou atrás e pediu desculpas.

Segundo Maia, ele recebeu uma informação “errada” e por isso subiu o tom nas críticas ao governo.

“Eu falo sempre o que penso. Quero aproveitar a oportunidade para me desculpar pelas palavras de hoje mais cedo, que não foram adequadas. Eu recebi uma informação que não estava correta e reagi da forma como reagiria se a informação estivesse correta. O erro foi meu. Eu peço de público desculpas pelas minhas palavras fora do tom por um motivo que não existiu”, disse Maia, durante sessão na Câmara na tarde desta quarta-feira (5).

Maia afirmou, ainda de manhã, que se o governo não quer votar as mudanças na repatriação, não pode tratar os deputados como “palhaços”. Perguntado sobre a movimentação do governo para alterar alguns pontos do projeto, Maia se irritou:

“Então não vota nada. Agora, depois não vá querer aumentar imposto. Quero dizer o seguinte: se essa arrecadação vier abaixo do que está se esperando, o governo não vai fechar a conta e vai ficar com a conta aberta. Estou dizendo explicitamente. O grande conflito era foto ou filme. Agora o governo quer de novo filme, então não trate a gente como palhaço”, disse Maia.

Em entrevista pela manhã, o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE) afirmou que o governo quer que a tributação cobrada para que o contribuinte repatrie o dinheiro incida sobre todo o fluxo de recursos enviados para o exterior, e não apenas sobre o saldo do contribuinte em 31/12/2014, como prevê o projeto articulado pelos deputados, o que irritou Maia.

A Câmara aprovou a urgência para votação da proposta na tarde desta quarta (5), mas ainda não foi definido quando o projeto será votado. A lei que criou o programa de repatriação dá anistia penal e tributária a contribuintes em troca do pagamento de 15% de Imposto de Renda (IR) e 15% de multa sobre o valor repatriado.

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