
Procurado por estelionato, Wellington de Oliveira Silva, que ficou conhecido como o “golpista do test drive”, fez mais duas vítimas: uma em Vitória e outra em Cachoeiro. De acordo com o delegado-adjunto da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, Érico Mangaravite, a forma de agir continua a mesma.
Segundo a polícia, Wellington teria conseguido roubar 11 veículos, sendo que apenas três foram recuperados. Os últimos golpes foram aplicados na quinta-feira (29 de setembro), em Vitória, e sexta-feira (30 de setembro), em Cachoeiro. A 10ª vítima foi o dono de uma oficina em Santo Antônio, Vitória, que conseguiu recuperar o veículo no dia seguinte.
O comerciante contou que Wellington estava procurando por dois carros que viu anunciado no jornal. “Eu disse que não sabia desse anúncio, mas ele começou a conversar e me disse que precisava de um carro para transportar mercadoria para a loja da mulher dele, foi então que ofereci minha Saveiro”, contou.
Logo que viu a Saveiro, Wellington teria disfarçado e não mostrado interesse na compra, segundo a vítima. Depois de mais de uma hora de conversa, Wellington teria dito que precisava mostrar o veículo para a mulher em um shopping na Enseada do Suá. O dono da oficina concordou e deixou que o acusado dirigisse o carro até o local.
Chegando no shopping, Wellington disse que precisava falar com o cunhado e que depois iria à loja da mulher para levá-la até o carro, pedindo então que o empresário o aguardasse.
“Ele entrou em uma loja grande e começou a andar muito rápido, perdi ele de vista e foi aí que me dei conta que poderia ser um golpe. Ele foi até o estacionamento e levou meu carro embora”, explicou o dono da oficina.
No dia seguinte, o comerciante recebeu uma ligação de mais uma vítima do suposto golpista.
“Ele viu os cartões da oficina no carro e me ligou perguntando sobre a Saveiro e sobre Wellington, disse que estava em negociação para trocar uma moto Honda por uma Saveiro, mas que Wellington teria saído com a moto sem sua permissão e deixado o carro para trás. Ele acionou a polícia e eu consegui recuperar meu carro”, contou o dono da oficina.
Segundo o delegado, Wellington age de forma fria. “A gente vê pelas imagens do shopping que ele age com muita calma e frieza, a impressão que temos é que ele gosta de fazer isso”, disse Mangaravite.
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Wellington pode ligar para o Disque Denúncia 181. Não é preciso se identificar.
Reportagem de Rafael Louzada