
Ulysses Guimarães foi homenageado na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, 6, dia em que faria 100 anos se estivesse vivo. O evento contou com a presença de familiares e amigos do político e relembrou a trajetória de Ulysses, tido com símbolo da defesa da democracia e da liberdade no país. Ulysses Guimarães comandou a Câmara durante a Constituinte em 1988.
A sessão de homenagem contou ainda com a presença de integrantes do governo Temer, como o ministro Eliseu Padilha, que lembraram frases históricas do político. “Hoje o político tem que ter coragem para assumir os desafios que aí estão”, disse Padilha, fazendo referência à atual situação financeira do país e ao pacote de ajuste fiscal defendido pelo Executivo. O ministro lembrou que Ulysses integrou o MDB, partido que deu origem ao PMDB, e é um símbolo para correligionários e para a sociedade. “Ulysses foi um brasileiro que combateu politicamente, sem violência, e conseguiu derrubar uma ditadura militar pela política, pela mobilização e pelo discurso, dando ao povo a noção de que tem a capacidade de mudar o Brasil”, disse Padilha.
O atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), destacou que Ulysses foi “um dos maiores estadistas que a política brasileira teve. Sempre defendeu a democracia e construiu a redemocratização do Brasil a partir de 1985”.

Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, do PMDB, relembrou combate à ditadura militar e o fato do político ter sintonizado sua atividade aos desejos da população. “Estamos homenageando o último político brasileiro que teve autoridade moral, que é a essência da atividade política, de dizer que estava falando em nome da nação”, disse.
Em comemoração à data, os Correios lançaram um selo comemorativo. Também foi lançado um documentário produzido pela TV Câmara e dividido em três episódios.