
Um brasileiro foi preso na Ucrânia acusado de atuar como mercenário no país. Segundo o site Defesanet, Rafael Lusvargui (ou Lusvarghi) foi preso pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) na manhã de quinta-feira, 6, com ajuda do Serviço de Fronteiras do Estado, após cruzar a fronteira do país no terminal D no aeroporto internacional em Kiev.
A polícia encontrou seu passaporte brasileiro durante inspeção de pertences. Também foi encontrada uma identidade militar da chamada “Ordem DNR” assinada pelo líder dos rebeldes Strelkova para a condecoração de uma medalha por ações em combate e um laptop, em que foram encontradas conversas e e-mails com representantes de grupos terroristas.
O site do Serviço de Segurança aponta a abertura de um processo penal por criação de um grupo terrorista ou organização terrorista, nos termos da Parte 1, art, 258-3 do Código Penal da Ucrânia.
De acordo com o SBU, Rafael lutava como mercenário no Batalhão Viking do DPR, um grupo apoiado por russos na invasão da Crimeia e Donbass. Rafael se formou na Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) e adquiriu especialidades e habilidades como montanhismo, operador de rádio militar, esqui e trabalha com explosivos. O brasileiro começou a viajar pelos “pontos quentes” do mundo em 2002 e está na Ucrânia desde setembro de 2014.
O SBU descreve o brasileiro como “um assassino profissional” que entrou no território ocupado do país e se juntou ao batalhão “Viking”. Neste grupo, ele participou de operações em Verhulivky, Pervomaisky, Gorlovka, Starobeshevo, Debaltsevo e no aeroporto de Donetsk, e trabalhou em estreita colaboração com os serviços especiais russos.
De acordo com o Serviço de Segurança da Ucrânia, Rafael ainda coordenou treinamentos de outros combatentes e formou uma bateria de morteiros constituída por estrangeiros.