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Rapaz tenta matar adolescente após fim de namoro em Cariacica

Um jovem, 20, foi preso na tarde desta quinta-feira (6) acusado de tentar matar a namorada, 15, após ela pedir para terminar. O crime foi no último ...

Última atualização

Um jovem, 20, foi preso na tarde desta quinta-feira (6) acusado de tentar matar a namorada, 15, após ela pedir para terminar. O crime foi no último dia 20, no bairro Flexal, em Cariacica.

O acusado Eikney Nunes Bernardo foi preso em Cariacica. Ele confessou que deu coronhada nela e tentou atirar duas vezes, mas os tiros mascaram.

Segundo o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Lorenzo Pazolini, ele tentou fugir.

“Nós cercamos a casa e ele tentou fugir pelo portão de trás, mas foi preso. Ele já foi preso por tráfico de drogas e associação e ficou na cadeia por um ano”, explicou o delegado, que cumpriu uma mandado de prisão preventiva contra o acusado.

O jovem discutiu com a namorada dentro de casa, no bairro Flexal, em Cariacica, e a agrediu por não aceitar o fim do relacionamento. Segundo a polícia de posse de uma garrucha de dois canos calibre 12, ele tentou atirar nela por duas vezes, sem sucesso, e a jovem ainda levou uma coronhada que causou um corte em sua cabeça.

Ferida, a adolescente fugiu e foi para a casa da mãe pedir socorro. Ela foi levada para o Pronto-Atendimento no bairro, onde levou vários pontos. Já o acusado fugiu do local e foi preso ontem.

Ele foi autuado por tentativa de homicídio e foi encaminhado ao presídio.

Entrevista com o acusado Eikney Nunes Bernardo:

A Tribuna – Porque tentou matar sua namorada?

Eikney Nunes Bernardo – Não foi isso. A gente só discutiu. Não era a intenção de bater nela.

Mas você pegou uma arma e tentou atirar contra ela.

Foi na hora da raiva, eu atirei.

A discussão foi por causa de quê?

Porque ela não gostava que eu conversasse com outras mulheres, só que quando chegava um homem ela conversava.

Como você a agrediu?

Primeiro eu dei uma coronhada, depois eu atirei.

E cadê a arma?

Foi parar na mão de um menor que caiu (que foi preso).

Depois disso tudo está arrependido?

Me arrependo e peço perdão a família dela.

Reportagem: Tais de Hollanda

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