
As três torres do Grand Parc Residencial Resort, condomínio cuja área de lazer desabou na madrugada de terça-feira (19), foram permanentemente interditadas a partir desta quarta-feira (20) pela Defesa Civil de Vitória. Até esta manhã, os moradores ainda estavam sendo autorizados a entrar para recolher alguns pertences nos apartamentos.
O órgão concluiu nesta quarta a perícia no local, que fica na Enseada do Suá, na capital. “As torres vão ser interditadas a partir de hoje e só vamos liberar o local após a comprovação de que é seguro”, disse o coordenador da Defesa Civil de Vitória, Jonathan Jantorno.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), não há previsão para que os apartamentos do Grand Parc Residencial Resort voltem a ser ocupados, “pois será preciso que toda a estrutura seja avaliada, reparada (no que couber), e que os serviços dos prédios sejam restabelecidos (água, energia, esgoto)”, informou, por meio de nota.
A Sesp acrescentou ainda que a área onde ocorreu o desabamento está isolada e é objeto de perícia técnica, sob responsabilidade da Polícia Civil, que vai apontar as causas do acidente.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Vitória, foi possível observar pelas câmeras de videomonitoramento do condomínio que o problema aconteceu na área da piscina, mas ainda não é possível afirmar a causa. “O colapso de estrutura se inicia com uma rachadura e pode culminar com o desabamento. Acreditamos que tenha sido o que aconteceu com a piscina”, disse Jonathan.
Morte
O desabamento aconteceu às 3h de terça-feira. O porteiro Dejair das Neves, 47 anos, ficou soterrado a acabou morrendo. A confirmação da morte só ocorreu às 17h30, e o corpo só pode ser retirado às 2h da madrugada desta quarta. Outras quatro pessoas ficaram feridas: o síndico e três funcionários do condomínio.