A empresa criada pela união entre Kroton e Estácio terá valor de mercado de quase R$ 30 bilhões e já estaria entre as 20 maiores do Ibovespa. A união entre as duas companhias criará não só a maior empresa de educação do país, mas do mundo.
Um analista afirmou ao Jornal Estado de São Paulo que a empresa resultante da eventual união, no entanto, pode ser menor do que os números atuais sugerem. Isso com base no histórico de fusões do setor, e porque o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) poderá exigir alguma venda de ativos.
Com base na cotação das ações da Ibovespa na quinta-feira, 30, a Kroton tinha valor de mercado de quase R$ 22 bilhões. A Estácio valia, no fim de quinta, R$ 5,2 bilhões. O valor de mercado das empresas juntas seria de R$ 27,2 bilhões, o que a colocaria como a 16ª maior do Ibovespa, pouco à frente da JBS (R$ 27,179 bilhões) e muito próxima à CCR (R$ 29,661 bilhões).
Outra empresa no setor que fez proposta à Estácio, a Ser Educacional, valia cerca de R$ 1,557 bilhão no fim do pregão de quinta. A Anima, outra empresa do setor, valia R$ 1,164 bilhão.
A empresa podem nascer com quase 2 milhões de estudantes, pois a Kroton informa em seu site ter 1,3 milhão de alunos em 638 municípios, enquanto a Estácio tem 587,8 mil matriculados nos ensinos presencial e à distância.
Fontes de mercado dizem que a venda de parte dos ativos de EAD da Estácio por não ser viável, pois está dentro da Universidade Estácio de Sá e pelas regras do Ministério da Educação, não é possível vender apenas algum curso da universidade. A venda da Universidade Estácio como um todo ou da Uniderp, unidade de ensino à distância da Kroton, pode inviabilizar o negócio.
A fusão da Kroton com a Anhanguera em 2013 com a concentração no EAD foi considerada um problema pelo Cade, que determinou a venda da Uniasselvi pela Kroton.