
Após precisarem deixar seus apartamentos no condomínio Grand Parc Residencial Resort, em Vitória, e serem hospedados em hotéis ou casas de familiares, por causa do desabamento da área de lazer do local no dia 19, os moradores querem que a incorporadora Cyrela providencie moradias fora dos hotéis.
Essa foi uma das propostas apresentadas pela comissão que representa os moradores do condomínio, à incorporadora, em uma das quatro reuniões realizadas na terça-feira (26). As rodadas de reuniões continuam nesta quarta (27), e o resultado dos encontros será apresentado aos condôminos em assembleia na quinta (28), às 19 horas, no hotel Golden Tulip.
Segundo o presidente do Comitê de Gestão de Crise do Condomínio, José Gama de Christo, a questão da moradia é uma prioridade. “Estamos instalados em hotéis, o que é uma condição muito provisória. Ficar dois ou três dias é uma coisa, mas ficar de forma indeterminada é bem diferente. Queremos algo para que essa estadia seja menos provisória possível.”
Ainda de acordo com Christo, outras questões estão sendo discutidas com a Cyrela, mas que somente após a assembleia com os moradores é que haverá alguma definição.
“É preciso apresentar as propostas aos moradores e ouvir o posicionamento deles para então chegar a uma definição. Ainda não posso falar se vamos entrar na questão da indenização. Por enquanto a agenda ainda está aberta.”
Em nota, a Cyrela informou que “está prestando toda a assistência às famílias que residiam no edifício Grand Parc Residencial Resort, no que diz respeito à hospedagem e transporte.”
Ainda segundo a empresa, “foram tomadas as providências para garantir a segurança e preservação do local e dos apartamentos.”
Na manhã de terça, técnicos da EDP Escelsa retiraram os medidores de consumo de energia do condomínio. A distribuidora informou que atendeu a solicitação do representante legal dos moradores.
Na noite de segunda, o trânsito na avenida Nossa Senhora dos Navegantes, sentido Centro, em frente ao condomínio interditado, foi liberado, mas segundo a prefeitura, pode ser interditado novamente nos próximos dias para a retirada dos escombros.
Reportagem: Daniel Figueredo, Luciana Almeida e Verônica Aguiar