
Preocupados com os reflexos que a chegada do Uber pode provocar na quantidade de corridas, taxistas de Vitória prometem realizar, ao longo desta semana, vários protestos para tentar impedir a liberação do serviço. Eles também pretendem entrar na Justiça contra o funcionamento do Uber e de outros aplicativos para transporte de passageiros.
O Uber é um sistema de transporte de passageiros com veículos particulares, acionado por meio de um aplicativo para smartphones, e promete tarifas mais baixas que as dos táxis. O decreto para a liberação do serviço está previsto para ser publicado amanhã no Diário Oficial de Vitória.
Protesto
Os protestos serão realizados por um grupo de taxistas que dizem que serão prejudicados com a chegada do aplicativo, e não têm ligação com o Sindicato dos Taxistas.
De acordo com o taxista Maycon Gurgel Coelho, um dos organizadores do movimento, eles se surpreenderam com o anúncio da publicação do decreto.
[quote]“Estivemos com o prefeito ontem (sexta-feira) e ele disse que iria ver o que poderia fazer. À noite soubemos do decreto, ou seja, já estava tudo pronto para a liberação do aplicativo, mas não fomos informados oficialmente. Fomos pegos de surpresa e isso vai dar confusão. Vamos nos organizar para realizar novos protestos.”[/quote]
Segundo a subsecretária de Trânsito, Transporte e Infraestrutura Urbana de Vitória, Leila Casagrande, o decreto que será publicado amanhã libera o serviço do aplicativo e outras definições serão publicadas posteriormente por meio de portarias.
[quote]“Vamos publicar este decreto para que possamos, de alguma maneira, acompanhar, fiscalizar e controlar o sistema, de forma a dar mais segurança ao usuário. Há vários requisitos para que ele seja operado na cidade, entre eles que o motorista faça cursos de formação de condutor, além da cobrança de tributos e a instalação de uma filial da empresa na cidade.”[/quote]
Ainda segundo Leila, o sistema é um avanço na questão do transporte de passageiros, e a ideia é que ele ajude na mobilidade. “É um processo novo e temos tentado encontrar um ponto de equilíbrio para preservar o trabalho dos taxistas. Não temos como barrar essa novidade, principalmente por ser algo que a população deseja. Vamos cuidar para que não haja um excesso e que o sistema venha para complementar.”