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Samarco fez só metade das obras para conter lama de tragédia, diz Ibama

Rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, causou 19 mortes. Foto: Reprodução Quase nove meses após o maior desastre ambiental do País, a ...

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Rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, causou 19 mortes. Foto: Reprodução Rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, causou 19 mortes. Foto: Reprodução

Quase nove meses após o maior desastre ambiental do País, a Samarco fez apenas metade das obras de contenção necessárias para que a lama que vazou de Fundão, em Mariana (MG), não volte a poluir o rio Doce. O levantamento consta em um relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Para o órgão, as obras devem ser implementadas antes do período chuvoso, já que nessa época o risco de os sedimentos se espalhem por rios, lagos e lençóis freáticos, por exemplo, será extremamente elevado. O relatório avaliou 96 pontos numa faixa de 102 km, da barragem de Fundão até a usina hidrelétrica de Candonga.

Das ações que a mineradora já executou para impedir o avanço dos rejeitos com as águas da chuvas, 40% são insatisfatórias ou ruins na avaliação do Ibama. Por isso, o órgão quer que obras sejam reforçadas e outras concluídas até 1º de setembro.

Os rejeitos ainda estão depositados em 97% dos pontos visitados ao longo dos rios. A Samarco alega, segundo o relatório, que o material está em local inacessível e que não tem onde realocá-lo.

Em 53% das áreas vistoriadas, o rejeito possuía espessura acima dos 50 cm. “A estratégia adotada pela empresa tem sido a manutenção do rejeito nas áreas depositadas, aliada à sua incorporação ao solo adjacente”, diz o Ibama.

O órgão deu prazos de 48 horas a 15 dias para a Samarco entregar mapeamentos, estudos e planos de ação. Já a  mineradora Samarco, que pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton, diz que “cumpre rigorosamente os prazos definidos no acordo assinado pelos seus acionistas com os governos federal, de Minas e do Espírito Santo”, em maio deste ano.

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