
“A custódia dos presos em presídio federal efetivará a prevenção de atuação terrorista pelo grupo em questão durante o evento internacional sediado no País”, informou o Ministério Público Federal na quinta-feira, 21.
Segundo o Ministério da Justiça, eles são suspeitos de terem realizados “atos preparatórios” visando ações terroristas no país. O grupo também é suspeito de ter ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico, ao qual alguns integrantes fizeram um juramento virtual.
Os dez presos foram as primeiras pessoas enquadradas na lei antiterrorismo do Brasil, que foi sancionada em março por Dilma Rousseff. No entanto, as autoridades brasileiras destacaram que os suspeitos formaram uma “célula absolutamente amadora” e sem “nenhum preparo”.
Os nomes dos presos não foram divulgados pelo governo brasileiro. Três suspeiros foram presos no Paraná, quatro em São Paulo, um no Amazonas, e o restante nos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e Paraíba.
Dois suspeitos que também têm pedido de prisão preventiva ainda não foram detidos, mas o governo anunciou na quinta-feira, que os rastreia e que deve prendê-los “em breve”.
A operação Hashtag também cumpriu e conduções coercitivas em São Paulo e Minas Gerais e 19 mandados de busca e apreensão em dez estados, São Paulo (8); Goiás (2); Amazonas (2); Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Paraíba, Ceará, Minas Gerais e Mato Grosso (um em cada).