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Moradores do Grand Parc buscam acordo com construtora para indenização

Área de lazer do Grand Parc desabou, deixando um morto e quatro feridos. Foto: Antonio Moreira/AT Ainda se recuperando da noite trágica em que a área ...

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Portão de entrada do Grand Parc Residencial Resort, na Enseada do Suá, onde desabamento da área de lazer deixou um morto e quatro feridos Área de lazer do Grand Parc desabou, deixando um morto e quatro feridos. Foto: Antonio Moreira/AT

Ainda se recuperando da noite trágica em que a área de lazer do Grand Parc Residencial Resort, na Enseada do Suá, Vitória, desabou, deixando uma pessoa morta e quatro feridos, moradores se reuniram na quinta-feira (21) para definir os próximos passos.

Eles apresentaram à incorporadora Cyrela propostas para um acordo que pode contemplar as 166 famílias. Segundo o porta-voz do Comitê de Gestão de Crises do condomínio, José Gama Christo, o objetivo é que todos sejam indenizados.

“A indenização deve acontecer, mas não necessariamente através de ação judicial. Ela pode ser resultado de acordo, por isso primeiro vamos conversar. Agora os moradores têm duas alternativas, a negociação coletiva e a possibilidade de ação individual.”

Christo não informou, no entanto, valores de indenização ou os pontos que foram apresentados como propostas à Cyrela. “Neste momento, a empresa está dando o suporte aos moradores e disponibilizando quartos de hotéis. Essa medida será mantida por tempo indeterminado.”
Na reunião, os moradores foram orientados a acionar seus seguros individuais e cancelarem contas de telefone e TV. A cobrança da taxa de condomínio será suspensa.

Ele enfatizou ainda que gastos do condomínio daqui para frente serão custeados com a reserva de dinheiro do Grand Parc, por exemplo, para pagamento de funcionários e contratação de profissionais que farão a segurança.

Contratos serão revistos

Atualmente o condomínio conta com cerca de 30 funcionários, que terão seus contratos revistos. “Vamos tentar aproveitar os funcionários próprios da segurança para reforçar a segurança do prédio.”
Também foi alugada uma sala em um centro empresarial próximo ao prédio, onde serão concentrados todos os assuntos relacionados ao condomínio e moradores.

Uma profissional da saúde, de 40 anos, moradora do Grand Parc — ela pediu para não ser identificada — disse que os vizinhos aguardam o resultado das perícias antes de firmar o acordo coletivo, pois primeiro precisam identificar quem foi o culpado.

Questionada se os moradores irão recorrer à Justiça, a moradora respondeu: “Neste momento não estamos pensando nisso, até porque a construtora está arcando com tudo. A Cyrela não se negou a fazer nada até o presente momento. Está dando a assistência devida. Está todo mundo aguardando.”

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