
Quarenta mil reais levados entre terça-feira e ontem. Foi esta a quantia que um golpista de 34 anos, de São Paulo, afirmou ter conseguido durante esse período agindo no Estado.
Ele foi preso em uma agência bancária na Glória, em Vila Velha, às 13h30 de ontem, quando tentava aplicar um golpe no estabelecimento.
Segundo um funcionário do banco, que pediu para não ser identificado, o acusado compareceu à agência com documentos de uma empresa de São Paulo. “Ele alegou ser um dos sócios dessa empresa, e solicitou cheques para o pagamento de dívidas trabalhistas”, afirmou. Os cheques eram de R$ 3.988,40 e R$ 3.987,70.
Um funcionário do local desconfiou, disse ao acusado que iria verificar os documentos, mas a PM foi acionada e o golpista, preso.
Segundo o cabo Luis, da 1ª Companhia (Prainha) do 4º Batalhão (Vila Velha) da PM, o acusado foi ao banco com um papel, afirmando ser um mandado judicial, onde constaria que ele teria perdido uma ação trabalhista, e alegou que usaria o valor dos cheques para quitar os débitos.
“Porém, o funcionário achou estranho o fato de ele apresentar apenas um espelho do mandado, sem a assinatura de um juiz, solicitando os cheques”, disse o PM.
Segundo o cabo, no momento em que o acusado foi preso na Glória, dois cúmplices dele tentavam aplicar o mesmo golpe em uma agência do mesmo banco, no centro de Vila Velha. Porém, os cúmplices conseguiram fugir.
“Eles se utilizavam de dois golpes. Esse do mandado judicial e a troca de cartão. Eles ofereciam ajuda no banco, a quem estaria utilizando o caixa automático, viam digitar a senha e, na hora de devolver o cartão para o correntista, eles trocavam o cartão”, disse o PM.
Assim, o correntista sacava o dinheiro. Depois que a vítima ia embora, eles pegavam o cartão, já sabendo a senha, e faziam o saque.
Segundo a polícia, na quinta-feira, a gangue aplicou um golpe de R$ 1,5 mil num correntista da agência onde o acusado foi preso, trocando o cartão da vítima.
O cabo Luis disse que o golpista ainda ofereceu R$ 2,5 mil para ser solto. “Ele disse que teria facilidade de sacar do banco. Ele falou que seria um ‘agrado’ pela forma educada como a guarnição tratou ele. A gente tem isso como uma tentativa de suborno”, afirmou o PM, que conduziu o acusado à 2ª Delegacia Regional de Vila Velha.
Reportagem: Katherine Paiva