O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta tarde de quinta-feira (01) que se aceita denúncia contra o presidente do Senador, Renan Calheiros (PMDB-AL). Caso a denúncia seja aceita, Renan vai se tornar réu após o caso tramitar por nove anos, e vai responder à ação penal.
O presidente do Senado é acusado de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. Ele é acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira. Em troca, despesas pessoais da jornalista Monica Veloso foram pagas pela empresa. Renan e Monica tinham um relacionamento extraconjugal e tiveram um filho.
Ao Conselho de Ética do Senado, Renan apresentou recibos de venda de gado em Alagoas para comprovar uma renda de R$ 1,9 milhão, no entanto, os investigadores consideraram os documentos notas frias e o denunciaram ao STF. A denúncia custou a renúncia de Renan à presidência do Senado em 2007, para não perder o mandato.
Desde então, é feita a investigação sobre o caso, mas a denúncia só foi oferecida em 2013, pela Procuradoria-Geral da República (PRG). O caso estava sob relatoria do ministro Ricardo Lewandowski e, em junho de 2015, passou para o ministro Luiz Edson Fachin. O caso sofreu atrasos pela mudança de advogados de Renan e por aditamento feito pela PGR.
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