
Morreu na manhã deste domingo (4), o poeta, escritor teatrólogo maranhense Ferreira Gullar. O escritor morreu aos 86 anos, no hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Gullar é considerado um dos maiores escritores do país no século XX e ocupava a cadeira nº37 da Academia Brasileira de Letras (ABL), desde 2014, quando foi eleito “imortal”.
Em nota, o hospital confirmou a morte de Gullar, mas não citou a causa da morte e o tempo em que o escritor esteve internado. O autor de Poema Sujo estava internado na unidade hospitalar com quadro de insuficiência respiratória e teria desenvolvido uma pneumonia. Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e o enterro de Ferreira Gullar.
O autor passou por vários campos além da poesia e do teatro, como a crítica e contribuições para textos de televisão. Sua primeira obra literária doi “Um Pouco Acima do Chão”, obra que foi renegada pelo autor. Lançou ainda “A Luta Corporal”, “Poema Sujo”, sua obra mais celebrada e símbolo de resistência à ditadura, e suas obras mais recentes: “Em Alguma Parte Alguma” e “Bananas Podres”.
Gullar participou da Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1956, ao lado dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, que é considerada o marco inicial do movimento concretista no país. No ano seguinte, o escritor questionou as teses do movimento em um artigo publicado no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil.
O escritor venceu o prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional em 2005, e o Camões, em 2010. Ele deixa esposa, dois filhos e oito netos.